Jorge Lapas (PT) é eleito prefeito de Osasco (SP) em 1º turno; candidatura cassada deixa resultado indefinido

 

Foto tirada na coletiva de imprensa concedida no Comitê Central

O eleitorado de Osasco (Grande São Paulo), que foi neste domingo (7) às urnas em meio a incertezas quanto à candidatura do líder nas pesquisas e ex-prefeito Celso Giglio (PSDB), elegeu mandou Jorge Lapas (PT) como prefeito ainda em primeiro turno. Na segunda posição ficou Osvaldo Verginio (PSD), que não recebeu votação suficiente para provocar o 2º turno na cidade paulista.

Esse resultado pode ser modificado, uma vez que a cassação de Giglio ainda pode ser revogada pelo TSE, o que mudaria o cenário da eleição em Osasco.

O engenheiro Jorge Lapas foi lançado como candidato do PT no dia 3 de setembro após a renúncia do deputado João Paulo Cunha (PT), o primeiro político petista condenado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) no caso mensalão.

Lapas, que já foi secretário de Obras e de Governo do atual prefeito, Emídio de Souza (PT), contou com o apoio do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Pesquisa Ibope divulgada no dia 17 de setembro apontou Giglio na liderança isolada da corrida, com 39% das intenções de voto. Uma semana antes, a candidatura do tucano havia sido barrada pelo TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral) porque o TCE (Tribunal de Contas do Estado) e a Câmara Municipal de Osasco rejeitaram as contas da prefeitura de 2004, quando Giglio era prefeito -ele governou a cidade de 2001 a 2004 e, antes, de 1993 a 1996.

A cassação ocorreu com base na Lei da Ficha Limpa, que prevê que não podem se candidatar a cargos públicos políticos que “tiverem suas contas relativas ao exercício de cargos ou funções públicas rejeitadas por irregularidade insanável que configure ato doloso de improbidade administrativa”.

O tucano recorreu, mas o processo não foi julgado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) antes do primeiro turno das eleições e ele continuou na disputa com o registro da candidatura na condição de “indeferido com recurso”. Assim, o nome de Giglio apareceu nas urnas, e o eleitor pôde votar no tucano.

Porém, de acordo com o TSE, os votos dos candidatos com registro indeferido sempre somam zero no momento da apuração –os votos recebidos por esses candidatos ficam guardados e só são validados caso a candidatura seja liberada–, o que impossibilita a ida desses nomes para o segundo turno ou mesmo de serem eleitos prefeitos ainda em primeiro turno.

Se o registro de Giglio for liberado pela Justiça Eleitoral antes da votação do segundo turno (em 28 de outubro) e for constatado que ele está entre os dois mais votados, um novo resultado será proclamado e o tucano entrará no segundo turno. Se o mesmo acontecer após o segundo turno, uma nova votação terá de ser convocada.

O TSE informou, porém, que os votos recebidos por cada candidato ficam disponíveis no boletim de urna e, dependendo da votação de Giglio, seus advogados podem entrar com um pedido de liminar na Justiça para que ele seja incluído imediatamente no segundo turno.

De qualquer forma, o TSE também divulgará na segunda-feira (8) uma lista com o número de votos recebidos por todos os candidatos com registro pendente.

Também concorreram à Prefeitura de Osasco os candidatos Delbio Teruel (PTB), Alexandre Castilho (PSOL) e Reinaldo Mota (PMN).

 

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