À espera de decisão judicial, Lapas do PT comenta impasse

“A cidade corre o risco de Giglio ser candidato e acabar condenado no decorrer do processo”

Em entrevista coletiva,nesta manhã, o prefeito eleito, Jorge Lapas fez um balanço dos cerca de 30 dias da campanha. Lapas esteve com o ex-presidente Lula ontem, que o parabenizou pela vitória e comentou que “Osasco é um modelo de superação para o Brasil”

São Paulo – Em encontro realizado na tarde de ontem (9) entre prefeitos eleitos pelo PT e candidatos da legenda que se classificaram para o segundo turno, o candidato à prefeitura de Osasco, Jorge Lapas, falou sobre a situação eleitoral da cidade, ainda incerta. “Se houver segundo turno não quer dizer que ele [Celso Giglio, do PSDB] está livre dos processos. Há uma preocupação sobre se haverá segundo turno. A cidade corre o risco de Giglio ser candidato e acabar condenado no decorrer do processo”, disse Lapas.

O adversário de Lapas num eventual segundo turno seria Giglio. O tucano recebeu 149.579 votos, mas eles não estão contabilizados. Sua candidatura foi impugnada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) devido à rejeição de suas contas quando de sua gestão como prefeito, de 2000 a 2004. Lapas obteve 138.435 votos, 60,03% do total dos votos válidos (excluídos os do tucano).

A realização ou não do segundo turno em Osasco depende do julgamento, pelo Tribunal Superior Eleitoral, de recurso apresentado por Celso Giglio, enquadrado na Lei da Ficha Limpa. Se ele conseguir reverter o julgamento do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), o que é considerado difícil, enfrentará Lapas.

No encontro de prefeitos e candidatos ao segundo turno, Jorge Lapas mencionou a estratégia de seu principal adversário na campanha. Giglio tentou ligar o petista à imagem do deputado federal João Paulo Cunha (PT) – condenado no julgamento do “mensalão” pelo Supremo Tribunal Federal no fim de agosto.

“A condenação [de João Paulo] não teve impacto porque ele não está na coordenação da campanha e a cidade está preocupada em ter um bom gestor”, disse Lapas. “Essas coisas não colaram. As pessoas sabem que sou engenheiro da cidade e moro nela há 50 anos.” Segundo o candidato petista, a tentativa de associá-lo “a outra pessoa não cola porque o eleitor tem discernimento”.

Lapas reconhece, porém, que o caso do “mensalão” prejudicou sua campanha. “Se não houvesse o julgamento, poderíamos ter tido mais votos no primeiro turno”, afirmou. Se sua eleição for confirmada, será o terceiro mandato consecutivo do PT na cidade. O atual prefeito osasquense, Emidio de Souza, está terminando a segunda gestão. Em 2010, ele coordenou no estado de São Paulo a campanha da então candidata à eleição presidencial pelo partido, Dilma Rousseff.

Fonte: http://www.redebrasilatual.com.br

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