Banda larga caminha a passos lentos no Brasil

Foto: Foz Melhor

Um passo importante para a melhora da qualidade da banda larga fixa no país foi dado com as novas regras estabelecidas pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), em vigor desde o dia 1º de novembro. A partir de agora, entre outras metas e obrigações, as empresas estão obrigadas a fornecer uma velocidade mínima de banda larga fixa, que não pode ser inferior a 20% do que foi contratado pelo usuário em 95% das medições realizadas. O que é considerado um avanço no país, porém, ainda está muito aquém do que se pratica em países da Europa e nos Estados Unidos. Nos EUA, os provedores de internet já oferecem, mesmo em horários de pico, 96% da velocidade que anunciam, segundo o relatório de julho de 2012 da Federal Communications Commission (FCC, a agência que regula as telecomunicações no país).

A FCC divulga periodicamente o relatório “Measuring Broadband America” (ou “Medindo a banda larga na América”). A edição de agosto de 2011 deste relatório mostrou que os provedores americanos estavam entregando 87% das velocidades anunciadas, considerando horas de pico, ou seja, dias úteis entre 19h e 23h nos respectivos horários locais. No ano seguinte, o avanço em quase 10 pontos percentuais evidencia a significativa melhora.

Nos EUA, mais que o prometido

Fora a pressão que o próprio mercado exerce sobre os maus fornecedores, a atuação da FCC nos EUA é enérgica, e as cobranças são obedecidas com urgência pelos provedores advertidos. O provedor Cablevision, por exemplo, que oferecia o pior percentual em 2011 (54%), está entregando, este ano, nos horários mais críticos, 120% da velocidade anunciada. Hoje, pelo menos três provedores americanos superam suas taxas de transmissão anunciadas: Comcast, Mediacom e Verizon.

No Reino Unido, pesquisa conduzida pelo site do jornal “The Guardian” em maio, com mais de três mil internautas, indica que o usuário daquele país está pagando por serviços de banda larga que têm, em média, 58% da velocidade anunciada pelos provedores.

Já no Brasil, os consumidores sofrem com a má qualidade da internet. A especialista em educação à distância Alessandra Archer, antiga cliente de um combo da Net, que incluía televisão a cabo, internet e telefone, perdeu as contas de quantas vezes a banda larga caiu e o telefone emudeceu:

– Cheguei a ter uma lista de mais de 20 protocolos. Registrei quatro reclamações na Anatel. Finalmente, perdi a paciência e mandei cancelar o combo.

De tão insatisfeita com os alegados 10 Mbps da Net que não funcionavam, ela preferiu contratar uma velocidade mais baixa na nova internet, de 1 Mbps:

– Esta pelo menos está funcionando (até agora) e se mantém estável. Provavelmente, a anterior só chegava mesmo a essa taxa (10% do contratado), pois não senti diferença na velocidade.

O programa de medição da qualidade da banda larga fora anunciado em agosto e é uma iniciativa da Anatel para estimular a concorrência e o investimento das operadoras na melhoria dos serviços.

‘A concentração é imensa no Brasil’

Os serviços de banda larga fixa serão aferidos por um equipamento medidor instalado nas conexões de usuários voluntários. As empresas avaliadas serão Oi, NET, Telefônica-Vivo, GVT, Algar (CTBC), Embratel, Sercomtel e Cabo Telecom. Segundo a Anatel, já foram enviados medidores para voluntários de onze estados. Os primeiros resultados estão previstos para dezembro.

O usuário pode fazer a medição ainda por sites como o brasilbandalarga.com.br ou o simet.nic.br, recomendados pela Anatel. Se o consumidor não receber nem o mínimo de 20%,pode até de romper o contrato. Neste caso, deve reclamar com empresa e Anatel.

Para Bruno Magrani, professor e pesquisador do Centro de Tecnologia e Sociedade da Fundação Getulio Vargas, a ação da Anatel já não é sem tempo, pois era preciso normatizar a qualidade do serviço das operadoras a fim de melhorar o péssimo desempenho da banda larga em geral:

– Hoje, a maioria dos contratos prevê uma média de 10% da velocidade contratada, o que, pelas novas regras da agência, já permitiria em tese a rescisão do contrato pelo consumidor – diz.

Magrani ressalta que o modelo brasileiro só agora acorda para a necessidade de políticas mais proativas:

– Nosso modelo, ao menos até agora, não estimula devidamente a concorrência. Com três ou quatro grandes operadoras, a concentração é imensa, e cada uma delas tem de fazer as obras de infraestrutura do zero, numa indústria em que isso é muito caro. O consumidor, mais uma vez, paga o pato, pois os custos são repassados a ele.

Quanto à banda larga móvel, o Rio é o primeiro estado a fazer parte das medições, que começaram ontem, com 137 medidores distribuídos no estado. “Gradativamente, outros estados receberão os equipamentos; até junho de 2013, eles estarão em todo o Brasil”, disse a Anatel em comunicado.

Fonte: jornal Massa

Você Viveria sem a Internet?

Foto: infoabril
Embora a Internet comercial no Brasil seja ainda uma jovem de apenas 17 anos, fica difícil imaginar como seria nossa vida, hoje, sem esta envolvente criatura. Ela ocupou tantos espaços, de forma tão profunda, em tão pouco tempo, que as vezes tenho a sensação de que ela sempre existiu.
Esse cenário maluco levou o Professor Michael Cox, da SMU Cox School of Business,  a perguntar aos seus alunos, quanto eles cobrariam para abrir mão da Internet. Teve gente que pediu um bilhão de dólares, ou seja mais de 2 bilhões de reais.
Segundo o professor, essa contaminação sem precedentes está associada à queda expressiva e continuada nos custos de acesso à rede mundial e nos preços dos computadores e celulares que possibilitam essa comunicação, bem como à miniaturização e ampliação das funcionalidades destas facilidades. O atuais smartphones, por exemplo, fazem de tudo, até mesmo chamadas telefônicas.
Em cima da questão proposta por Cox, a Fund for American Studies (TFAS), ONG norte-americana voltada para disseminação da liberdade e do livre mercado, foi às ruas para saber que valor as pessoas atribuiriam a Internet. O resultado está no filme abaixo exibido, para o qual fui alertado pelo meu colega JP.
Além das respostas dos usuários, o vídeo vale a pena, também, pelo rápido histórico dos dispositivos eletrônicos, com particular atenção ao “mobile” utilizado por Michael Douglas, no filme Wall Street. Na verdade já era um multifuncional: telefone e peso para musculação.
Fonte: observatoriodoconhecimento

RedeTV pode ser vendida a qualquer momento!

Segundo Flavio Ricco, colunista do UOL, a RedeTV! pode ser vendida para a Sony Pictures. De acordo com a nota, Alberto Niccoli, vice-presidente de canais no Brasil, teria iniciado negociações para adquirir parte do controle acionário da emissora.
Ainda de acordo com fontes citadas na coluna, as negociações são antigas e o interesse já existe há tempos.
O canal de Amilcare Dallevo tem passado por dificuldades para pagar salários, além disso, algumas atrações não estão dando o retorno esperado.
Mesmo com as dificuldades, o executivo já afirmou que a emissora é cobiçada e não quebra “de jeito nenhum”. Na mesma entrevista, Dallevo disse que “a Rede TV! é a menina mais bonitinha do mercado e todo mundo quer tirá-la para dançar, todo mundo quer comprá-la”.
As dificuldades enfrentadas desde meados de 2011 se devem, segundo entrevista dos sócios da empresa ao colunista do UOL, Mauricio Stycer, a três causas. Primeiro, à perda dos direitos de transmissão da Série B do Brasileiro, que acarretou numa redução de cerca de R$ 30 milhões de receita por ano. Outros R$ 15 milhões teriam deixado de entrar na emissora por conta da perda dos direitos do UFC para Globo. E, por fim, o crédito bancário teria ficado mais restrito no Brasil em consequência da crise financeira na Europa.
Box

De acordo com o jornalista Daniel Castro, do Portal R7, a renovação das concessões da Rede TV! reativou as especulações sobre uma possível venda da emissora e/ou chegada de um sócio “poderoso”.

Com concessões por mais 15 anos nos principais mercados do país (São Paulo e Rio de Janeiro, além de Fortaleza, Recife e Belo Horizonte), a emissora passa a ser um negócio interessante para eventuais investidores em mídia.

A renovação das concessões, em tese, abre caminho para que Marcelo de Carvalho, vice-presidente e dono de 29% da emissora, consiga vender sua parte, o que ele não conseguiu no ano passado, com licenças vencidas.

O problema, no entanto, é que Amilcare Dallevo, principal sócio da emissora (com 71% das ações), não admite vendê-la ou abrir mão do controle.

Para alguns especialistas, só uma injeção de capital ressuscita a Rede TV!.

Fonte: http://www.balaiodefatos.com

Fonte: http://www.vipsemfoco.com.br

“Tranquilo e feliz”, Carlinhos Cachoeira sai de presídio no DF

O contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, deixou o presídio da Papuda, em Brasília (DF), nos primeiros minutos desta quarta-feira (21). O sobrinho Fernando de Almeida Cunha disse que o tio estava calmo assim que saiu da penitenciária. “Estivemos com ele, que está tranquilo e feliz”, comentou Cunha que foi reeleito vereador no município de Anápolis (GO).

Em entrevista ao UOL, por telefone, ele contou que, além da mulher Andressa, o filho mais velho, de 15 anos, foi recepcioná-lo em Brasília. Os outros dois ficaram em Goiânia para esperar a chegada do pai.

A ex-mulher Andréa Aprígio não foi a Brasília, assim como o pai Cachoeira, Sebastião de Almeida Ramos, 82, que sofreu uma queda, nos últimos dias, e está usando muletas. Cunha acredita que ele deverá visitar Cachoeira nesta quarta-feira, em Goiânia.

Carlinhos Cachoeira saiu da prisão depois que a juíza Ana Cláudia Costa Barreto, da 5ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, expediu, na noite de terça-feira (20), um alvará de soltura para o contraventor, preso desde fevereiro deste ano.

Na sentença dada pela juíza, Cachoeira foi condenado a cinco anos de prisão em regime semiaberto pelo envolvimento dele na operação Saint-Michel, deflagrada pelo Ministério Público do Distrito Federal. Cachoeira já recorreu da decisão. A apelação aparece no andamento do processo que corre no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT).

Segundo a defesa, assim que o empresário foi notificado da decisão, manifestou inconformismo ao próprio oficial de Justiça, que registrou a informação no processo. De acordo com o Código de Processo Penal, as sentenças definitivas emitidas por juízes podem ser apeladas em prazo de cinco dias após a notificação.

A operação Saint-Michel desbaratou um esquema que tentava fraudar o sistema de bilhetagem do transporte coletivo do Distrito Federal. Segundo a investigação, Cachoeira queria burlar uma licitação para contratar um sistema de bilhetagem de origem sul-coreana. Se tivesse dado certo, o contrato teria rendido R$ 60 milhões.

Nesse processo, Cachoeira responde pelos crimes de formação de quadrilha e tráfico de influência. A assessoria do tribunal não soube informar se Cachoeira precisará dormir no presídio ou se poderá cumprir prisão domiciliar. A defesa dele ainda pode entrar com recurso contra a condenação.

A Saint-Michel é um desdobramento de outra operação da Polícia Federal, a Operação Monte Carlo, que apurou suspeitas de corrupção e exploração ilegal de jogos investigou e o envolvimento do contraventor com empresários e políticos. Por conta dessa operação, Cachoeira foi preso em 29 de fevereiro e permaneceu detido preventivamente no Distrito Federal e em Goiás desde então.

Vários pedidos de liberdade foram formulados nos dois processos, mas sempre esbarravam em decisões que alegavam o alto poder de influência de Cachoeira para mantê-lo preso. Na Justiça Federal, a defesa dele conseguiu um habeas corpus no dia 15 de outubro, garantindo a liberdade do empresário em relação à Operação Monte Carlo. No entanto, ele não pôde ser solto devido ao mandado expedido em relação à Operação Saint-Michel.

A decisão judicial ocorreu às vésperas de a CPI que investiga o caso no Congresso apresentar seu relatório. O deputado Odair Cunha (PT-MG) deve apresentar nesta quarta à comissão a conclusão das investigações. (Colaboraram Fernanda Calgaro, em Brasília, e Lourdes Souza, em Goiânia; com informações da Agência Brasil).

Entenda a CPI do Cachoeira

A CPI vai investigar as informações obtidas pela Polícia Federal, por meio das operações Vegas e Monte Carlo, sobre um suposto esquema montado pelo empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, com agentes públicos e privados. Cachoeira está preso desde 29 de fevereiro de 2012 acusado de vários crimes, entre os quais exploração de jogo de azar, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e contrabando. Além de atuar no ramo de jogos, Cachoeira têm atividades também em outras áreas.

Envolvidos

Segundo as investigações, Cachoeira construiu uma rede de colaboradores na esfera pública, principalmente atuando em Goiás e no Distrito Federal. Grampos e relatórios da PF amplamente divulgados pela imprensa apontam a relação do bicheiro com: deputados federais, o então senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO), os governadores Marconi Perillo (PSDB-GO) e Agnelo Queiroz (PT-DF), além de funcionários da Anvisa, Incra, Receita e Infraero.

Como funcionava o esquema

Escutas telefônicas da PF indicam a atuação do grupo de Cachoeira em atividades do Congresso, na tomada de decisões nos governos do Distrito Federal e de Goiás, em pagamento de favores e propinas a agentes públicos e na interceptação ilegal de e-mails, entre outros.
Financiamento

Relatórios mostram a ligação do grupo de Cachoeira com a empresa Delta Construções, que cresceu fazendo negócios com o setor público e é a empreiteira que mais recebe recursos do governo federal desde 2007. Segundo a PF, há indícios de que a maior parte dos valores que entraram nas contas de empresas fantasmas ligadas a Cachoeira é oriunda da Delta. Políticos receberam doações eleitorais por meio dessas empresas.
Trâmite

A CPI mista é formada por 16 senadores e 16 deputados, respeitando a proporcionalidade partidária no Congresso. A comissão tem o prazo de 6 meses para concluir seus trabalhos, com possibilidade de prorrogação. Uma CPI tem poderes de investigação e pode ouvir testemunhas, investigados, requisitar informações e documentos sigilosos, além de quebrar os sigilos bancário e fiscal. Ao término das investigações, as conclusões devem ser encaminhadas ao MP.

Fonte:http://noticias.uol.com.br

Política x Religião – uma mistura perigosa e cada vez mais explosiva!

Por Roberto Carlos C

Logo após a Proclamação da República, com a Constituição de 1891, o Brasil tornou-se um estado laico. Ou seja, aqui não existe religião oficial. Por extensão, política e religião são no país coisas separadas. Em qualquer lugar do mundo, sua mistura é explosiva, deletéria e arriscada. Nas eleições municipais de São Paulo esse ano, essa indesejável combinação chegou a um ponto preocupante.

Alianças desse tipo durante as campanhas estão longe de representar uma novidade. Outros candidatos também as fazem, mas nada que se compare às de Russomanno. O tucano José Serra é apoiado foi apoiado por duas importantes vertentes evangélicas: a Igreja Mundial do Poder de Deus, do apóstolo Valdemiro Santiago, e a Convenção Geral das Assembleias de Deus, que agrega cerca de 400.000 fiéis.

Gabriel Chalita, do PMDB, costurou o endosso com católicos carismáticos e grupos evangélicos como a Sara Nossa Terra. Já o petista Fernando Haddad recebeu em agosto homenagens da Federação das Associações Muçulmanas do Brasil, que agrega a maior parte das cerca de dez mesquitas existentes na capital. A igreja do padre Marcelo Rossi também virou ponto de romaria. Além de Russomanno, passaram por lá Chalita e Serra. “Lamentavelmente, o estado laico perdeu a força, hoje, o mesmo pastor que exorciza o demônio promove um candidato. É surreal!

Nunca deu certo e jamais será possível a mistura da política com a religião, basta estudarmos história e veremos que todas as tentativas acabaram em tragédias que marcaram a humanidade. Na Idade Média, com a queda do Império Romano, a Europa estava desorientada politicamente e a igreja católica assume o comando: uma desgraça. Pessoas foram queimadas vivas em fogueiras, decapitadas, serradas ao meio. Papas, bispos e padres tentaram conduzir administrativamente a sociedade e foi catastrófico. A igreja católica assume o poder à partir da falsa conversão do imperador Constantino.

Hoje estamos experimentando o retorno a este fenômeno com o fundamentalismo islâmico em alguns países onde se proclama um estado teocrático e se dá à partir de 1979 no Oriente Médio. Lá pessoas morrem apedrejadas até a morte seguindo mandamentos religiosos, o estado religioso é quem pune e não é muito diferente do período medieval, protestantes e até cristãos católicos sofrem inúmeras perseguições que todo dia noticiamos aqui.

Quando fundimos religião e política isto recebe o nome de fundamentalismo. As igrejas deveriam ser usadas apenas para mostrar ao mundo a que Cristo veio, e informar que ele estará em breve de volta. Nenhum padre, pastor ou líder de qualquer religião que seja tem o direito ético e moral e covardemente usar o microfone onde deveriam ministrar o evangelho para pedir voto para este ou aquele candidato ou candidata.

O máximo seria orientar mas sem fundo ideológico como temos visto nos últimos dias. Será que os exemplos do passado e do presente não são suficientes ou querem tornar o país numa só religião? Se for isto então comecemos pelas conversões e vivamos o que pregamos, assim todo o país será cristão e ficará fácil governar. Se a transformação do mundo tivesse que começar pelo campo político Jesus Cristo assim teria ensinado. Voltemos ao evangelho puro e simples enquanto há tempo.

A corrida em busca de fiéis está intimamente ligada ao esforço dos candidatos em aumentar seu rebanho eleitoral. Nesse universo, os evangélicos vêm recebendo atenção cada vez maior dos políticos devido ao seu crescimento acima da média e à obediência que boa parte dos fiéis demonstra diante dos pedidos dos pastores. Entre 1991 e 2010, o número de seguidores saltou de 232.000 para 2,5 milhões, o equivalente hoje a aproximadamente 20% da população paulistana.

Cúmulo do absurdo!

Buscar apoio dos mais diferentes segmentos de eleitores faz parte do jogo democrático. “O problema é quando se estabelece um esquema de toma lá dá cá em troca das adesões”, comenta o cientista político Rubens Figueiredo. “Alguns dos compromissos assumidos pelos candidatos podem resultar em ações prejudiciais à cidade.” Não raro o apoio sai caro para os partidos. “Há pastor que pede 5 milhões de reais para recomendar um candidato”, diz um dos prefeituráveis.

Observe o Oriente Médio que sofre há anos com a questão religiosa

A motivação religiosa existe, mas é muito simplista achar que ela é a única. Os conflitos, hoje, têm a ver com as conseqüências da descolonização (França e Grã-Bretanha) e as influências ocidentais. Os países do Oriente Médio são, em sua maioria, países em desenvolvimento, com grandes desafios a superar, injustiças sociais e discordâncias internas. O principal conflito no Oriente Médio se dá entre palestinos e israelenses. Mistura disputas territorial e religiosa. Em um dos lados estão os palestinos muçulmanos (há palestinos de outras religiões), que querem todas as terras sagradas ocupadas por Israel para o Islã. Do outro, os israelenses judeus (também existem israelenses cristãos), que não querem abrir mão das terras reivindicadas pela Palestina.

Não queremos que a religião e política sejam fatores de discórdia e destruição do nosso querido Brasil.

Fiquem atentos!!!

Mídia: fundamentos teóricos para uma análise

Enquanto algumas áreas do saber como a antropologia, sociologia e filosofia são centenárias, os estudos sobre as relações da cultura de massas e a sociedade são recentes, datado de 1927, nos Estados Unidos. Uma das razões de se estudar a mídia é o impacto da mesma na sociedade contemporânea, sendo considerada como o 4º poder. A explosão dos meios de comunicação, principalmente do fenômeno chamado televisão, colabora com a disseminação deste termo.

“Jornalistas”

A palavra mídia é o aportuguesamento da palavra inglesa mass media e está inserida no dicionário da língua portuguesa desde 1960. Dentro da teoria dos estudos midiáticos temos McLuhan (1918-1980) como um importante nome a ser citado, visto que sua teoria foi retomada contemporaneamente, principalmente o seu conceito de aldeia global.

Aldeia global, segundo a teoria de McLuhan, trata-se da seguinte situação: a partir de meados do século XX, com a emergência da televisão, o mundo voltou a se tornar tribal, tornando-se uma enorme aldeia, desta vez, em escala global. O homem, que inicialmente experimentou viver em aldeias e adquirir a linguagem, passou por um novo e brutal processo de destribalização com a invenção da escrita, voltando ao processo de retribalização. Findo o processo, McLuhan percebeu que voltamos ao processo de aldeia novamente. A televisão voltou a nos unir, as barreiras geográficas desapareceram, as imagens encontraram-se espalhadas (e espalham-se) de forma avassaladora e instantânea. Entramos na era em que ler é chato, o ideal é mesmo ver. Tal fenômeno pode ser analisado através da ânsia de se assistir uma adaptação de obra literária em detrimento da leitura da mesma.

Outro teórico interessante de ser analisado aqui é o professor Antônio Albino Canelas Rubim, da Universidade Federal da Bahia, que nos explica o que seria a “Idade Mídia”. Segundo ele, assim como a sociedade já viveu a Idade Média, hoje vivemos na Idade Mídia. Os meios de comunicação se transformaram em poderosas indústrias culturais, para o bem ou para o mal, das idéias do capitalismo. É em consequência da mídia que pagamos muito mais vezes o que vale por uma calça, um relógio ou qualquer outro produto, só pela marca que eles ostentam.

Cabe ainda aqui, analisar a efemeridade dos fatos na mídia e ainda o sentido de realidade dentro da mesma, que pode ser encontrado nas teorias de Baudrillard, que decretou, entre o fim de tantas coisas, o fim da história. Segundo ele, os acontecimentos da mídia são artificiais porque são modulados, montados, editados. Se os acontecimentos são artificiais e simulados, é possível decretar o fim da história. Alguns filmes foram selecionados para melhor entendimento destas teorias.

A mídia e o 4º poder 


Caso Daniela Cicarelli

Há no painel do cinema norte americano uma boa quantidade de filmes que relatam o poder da mídia como tema central do enredo, seja de forma mais visceral, como em Um dia de cão (1975), passeando por tramas como Fogueira das Vaidades e chegando aos anos 90 com obras cinematográficas que elevam ao máximo o tema, como Mera Coincidência e O 4º poder.

“O 4º poder” é dirigido pelo cineasta Costa-Gravas. Proposital ou não, essa é a terceira vez que o ator Dustin Hoffman trabalha com o tema. A primeira delas foi em Todos os Homens do Presidente, a segunda, O 4º poder, e a terceira, o já citado Mera Coincidência.


Dustin Hoffman em “Mera Coincidência”

Em Todos os Homens do Presidente, temos o relato dos fatos escandalosos entre a mídia e o presidente Nixon, no escândalo de Watergate. Mera Coincidência retrata o presidente dos Estados Unidos (Michael Belson), poucos dias antes da eleição, que se vê envolvido em um escândalo sexual e, diante deste quadro, não vê muita chance de ser reeleito. Assim, um dos seus assessores entra em contato com um produtor de Hollywood (Dustin Hoffman) para que este “invente” uma guerra na Albânia, na qual o presidente poderia ajudar a terminar, além de desviar a atenção pública para outro fato bem mais apropriado para interesses eleitoreiros. Dos três exemplares, é a melhor experiência cinematográfica, tanto no quesito técnico (direção, atuações, montagem) como seu discurso. Quem quer entender o significado do termo “mídia”, da forma teórica para a visual, deve assisti-lo. Estas invenções de situações são formuladas sem ao menos pensar-se nas conseqüências das mesmas. A ética jornalística vai para o ralo.

Em “O 4º Poder”, temos a cena tomada na cidade de Madeline, Califórnia, onde um repórter de televisão (Dustin Hoffman) que está em baixa (mas que já foi um profissional respeitado de uma grande rede), ao fazer uma cobertura sem importância em um museu de história natural, testemunha um segurança demitido (John Travolta) pedir seu emprego de volta e, não sendo atendido, ameaça a diretora da instituição com uma espingarda. Ele nada faz com ela, mas acidentalmente fere com um disparo acidental um antigo colega de trabalho. O repórter, de dentro do museu, consegue se comunicar com uma estagiária que está em uma caminhonete nas proximidades, antes de ser descoberto pelo ex-segurança, que agora fez vários reféns, inclusive um grupo de crianças que visitavam o museu. Em pouco tempo um pedido de emprego e um tiro acidental se propagam de forma geométrica, atraindo a atenção de todo o país. O repórter convence o segurança para que lhe dê uma matéria exclusiva e promete em troca comover a opinião pública com a triste história do guarda desempregado. Era a sua chance de se projetar e voltar para Nova York, mas nem tudo aconteceu como o planejado. Os fatos são manipulados pela imprensa e tudo sai do controle, pois apenas altos salários e índices de audiência contam e a verdade não é tão importante assim.


Caso Britney Spears em 2007

Aproximando os fatos mostrados no filme para a nossa realidade, temos os casos emblemáticos de Eloá, em 2008, que teve seu sequestro e, consequentemente, assassinato, exibido de forma sensacionalista pelas redes de televisão. Não foi diferente com o caso da menina Isabela Nardoni, exaustivamente exibido na mídia com a mesma intenção de uma novela, com direito a capítulos e tudo mais. O ápice do absurdo foi a entrevista que a mãe da garota concedeu para o Fantástico, programa de variedades exibido na rede Globo. Observe (assista um trecho desta entrevista) quantos recursos cinematográficos foram utilizados nesta reportagem e depois confronte com as teorias citadas no inicio deste artigo.


Homenagem a Michael Jackson

A imprensa mundial (para não se prender na brasileira apenas, grande copiadora dos moldes estrangeiros) chegou ao ponto de todas as regras básicas dos manuais de ética profissional e bom senso foram esquecidos. Todos esses excessos nos levam a concluir que a palavra mídia pode ser considerada metonímia de todos estes assuntos citados: casos como Eloá, Isabela Nardonni, João Hélio, o recente (mas nem tanto) caso da cantora americana Britney Spears e sua relação nada amistosa com a mídia e o circense enterro do rei do pop Michael Jackson.

A televisão e a sociedade: alguns casos locais

A televisão é revolucionária aos extremos. Arrisco-me a dizer que é tão revolucionária quanto o cinema e o rádio. A televisão, como diz a pesquisadora Vera França, cria cenários, formas e movimentos. É capaz de recuperar e fazer reedição de trilhas sonoras, acoplados aos mais modernos recursos multimídias e geração de imagens e sons criativos e inusitados. A autora, num famoso ensaio chamado “A televisão e a rua”, compara a televisão como tão importante quanto o fornecimento de água e energia.


Márcia Goldssmith

Aparecer na televisão já é sinônimo de fama desde sempre. Como dizia o famoso ator Raul Cortez, basta colocar silicone que você se torna um artista. Apareceu no Big Brother Brasil? Já sabe que vai posar nua (nu) e autografar um monte de revistas. Até que ponto programas como “Big Brother Brasil”, os baianos “Se Liga Bocão” e “Na mira” são retratos da vida real? Você consegue acreditar nos quadros exibidos nas tardes da rede Bandeirantes pelo programa de Márcia Goldsmith?

Meu objetivo aqui não foi pregar a verdade total e absoluta. As questões que foram levantadas podem ser respondidas por você mesmo, caro vestibulando. O assunto está na moda e pode ser cobrado em qualquer exame de seleção no país. Mantenha-se atento. Na próxima semana, teremos uma continuação. Partiremos da leitura deste artigo para uma análise profunda do filme “Mera Coincidência” e do documentário “Ônibus 174”, do diretor José Padilha.

Por Leonardo Campos* Fonte: http://www.passeiweb.com

O Fim do Ocidente – O fim de uma civilização

 Há quem diga que esta globalização era inevitável, mas o mundo não surgiu de repente após a queda do muro de Berlim, quando este desvario neoliberal começou, e ainda há países que defendem os seus interesses e a sua economia; onde a globalização chega mas de forma controlada. Tal não acontece na Europa ocidental que abraçou completamente o mercado global, livre e selvagem, fazendo-nos crer que a diferença tecnológica compensaria os baixos custos salariais no oriente. Porém, a rápida deslocalização de milhares de empresas ocidentais para a China e outros países do extremo oriente fizeram desenvolver económicamente esses países muito depressa e não irá demorar muito tempo até que atinjam (e ultrapassem) a alta capacidade tecnológica ocidental em áreas chave: como na indústria automóvel, aérea, naval, espacial e na construção de armamento de ponta e quando isso acontecer – mais depressa do que muitos julgam – a minha tese ficará comprovada. aliás, quem tem dinheiro pode continuar a pagar miseravelmente aos seus trabalhadores e principescamente aos génios estrangeiros que lhes interessa ter nas suas empresas e assim, também a inovação começará a vir do oriente. Entretanto as gigantes multinacionais já terão sido adquiridas pelo capital chinês e já não pertencerão aos EUA, nem à Alemanha, nem à França, nem à Inglaterra, países que irão aplicar as receitas já antes impostas aos países ocidentais mais fracos, mas aí o efeito será ainda pior porque a sua população atingiu um nível de bem estar social muito superior ao dos países periféricos e o caos chegará mais depressa e devastador. Quanto a palavras como: constituição, democracia, eleições, referendo, representatividade terão cada vez menor importância. A prepotência e a força bruta voltarão a imperar e as ditaduras regressarão ao “velho mundo”, pois os países desenvolvidos do ocidente cairam na armadilha da “globalização selvagem” que interessava às grandes companhias, que pretendiam aproveitar-se dos baixos custos de produção no orienteO custo da mão de obra é insignificante como factor de produção no valor dos bens produzidos nos países emergentes do oriente em virtude dos baixos salários e da inexistência de quaisquer obrigações sociais. Para atingirem estes fins as grandes companhias serviram-se de políticos ocidentais corruptos que lhes faciliaram a tarefa. A UE, EUA e alguns países do chamado primeiro mundo que aderiram à globalização selvagem perderão a curto prazo a sua importância industrial e económica. Muitos deles acabarão por cair rapidamente no 3.º mundismo e na miséria, com muitos milhões de desempregados, salteadores e indigentes. Os trabalhadores ocidentais assalariados que restarem ficarão, tal qual os chineses, sem quaisquer direitos e não poderão contar senão com a “nova escravatura” e o seu destino será: nascer, trabalhar e depois serem despedidos quando a robustez física começar a faltar, dado que os despedimentos serão cada vez mais fáceis e económicos para as empresas. Então apenas restará aguardar a morte na extrema miséria, sem assistência médica do Estado e sem dinheiro para a pagar. Dada a cada vez maior dificuldade de acesso aos serviços de saúde, qualquer pedido de reforma por incapacidade física será muito difícil de justificar. Assim, até uma reforma resídual e simbólica, para a qual muitos deles terão até descontado, lhes será negada, pelo que só lhes restará aguardar o limite de idade que chegará cada vez mais tarde, na maioria dos casos depois de já terem morrido, porque, irónicamente, a esperança de vida irá ser então menor, em virtude do Serviço Nacional de Saúde se tornar ineficaz e por não terem meios para pagar a medicina privada.

Com uma globalização diferente a China e os restantes países do oriente iriam crescer económicamente  de forma mais lenta, sem choques e com mais benefícios para a sua própria população. Desta feita, esses países nem vêm qualquer necessidade de promover um melhor bem estar social à sua população para que as portas comerciais lhes sejam abertas a ocidente. Antes desta globalização ultraliberal, para um país exportar os seus produtos para outro, eram necessárias negociações prévias e o impacto que a eventual importação provocaria no país de destino era tido em conta(na UE, o impacto numa região deveria ser considerada e implicar compensações internas nalguns casos). Contrapartidas eram frequentemente postas sobre a mesa: Caso aceitemos importar o vosso produto, que poderão compra-nos em troca? No final, um acordo era normalmente possível e algum equilíbrio comercial também. Mas com esta desregulação a questão nem se põe: se um par de sapatos custa 1 euro a produzir na China e 25 na UE, então passam a vir de lá todos e pronto, mesmo que isso represente o fim da indústria do calçado e o fim de milhares de empregos num ou em vários países da UE. É claro que isto vai estender-se a toda a indústria e assim estamos a assistir à desindustrialização do ocidente à sua rápida queda. 

Há quem aponte os baixos juros concedidos aos países ocidentais como os responsáveis pela crise ocidental, os quais terão levado a excesso de despesas e de endividamento. Não! a explicação é exatamente ao contrário: os mercados de capitais aperceberam-se de que os países do ocidente estavam a desindustrializar-se, fruto da deslocalização das suas indústrias para o oriente, e por isso lhes seria muito difícil pagar os seus créditos. O maior risco fez aumentar os juros a cobrar pelos empréstimos futuros e os países mais débeis estão já a sentir os efeitos; os mais fortes, como os EUA e a Alemanha têm-se aguentado, por enquanto, mas a sua vez chegará também quando a nova superpotencia julgar oportuno, porque nem esses poderão concorrer em mercado livre com a China, um país que nem precisou de abandonar o dogma do “comunismo” para atingir o explendor capitalista e já é a nova superpotência económica mundial. Ainda que apenas uma ínfima parte da sua população tenha real poder de compra, há que lembrar o seu número:  1,3 mil milhões de habitantes, por isso já é também um grande mercado mundial. As indústrias já se mudaram em grande parte para lá, por isso para recuar é tarde e resta-nos agora reparar nas etiquetas das mercadorias “Made in China” ou “Made in RPC” ou “Made in Germany, assembled in RPC” (como aparece numa memória externa para PC que comprei à dias).

Sempre houve civilizações que se desenvolveram, atingiram o seu auge e depois cairam, ultrapassadas por outras, e nós, pelo menos, temos a “felicidade” de estarmos a viver um marco na História Mundial.

Fonte: http://zedaburraoalentejano.blogs.sapo.pt