A falência do jornalismo no Brasil

frente

Por Roberto Carlos C

Atendendo a inúmeros pedidos, estou trazendo a tona à visão mais real do jornalismo atual, sobretudo mostrando que a falência dessa apaixonante profissão esta cada vez mais simulada e nas mãos dos influentes. Ou seja, da classe econômica privilegiada e arbitrária que manipula e distorce a verdadeira informação.

Como é deprimente e complexo narrar um fato real e cruel que ocorre em nossos dias. Mas o silêncio dos fortes fortalece os audaciosos e imponderados. Contudo a imprensa e o jornalismo, quando usados como partes do domínio, são transportados à prostituição cerebral. Início este artigo depois de muito analisar o jornalismo contemporâneo praticado por alguns políticos disfarçados de hipotéticos jornalistas, sobretudo as práticas de alguns profissionais mercadológicos que se submetem ao desvairo e a falta de escrúpulos em impetrar o poder.  Na sociedade moderna não há que se discutir ou colocar em dúvida a importância do jornalismo, da atividade jornalística e do profissional do jornalismo. Uma área profissional de suma importância para a consolidação democrática, tão estratégica não pode ficar a mercê das idas e vindas político-partidárias, nem tampouco dos humores empresariais. Deve estar acima de tudo isso. Nessa configuração, em se tratar da designação dos profissionais da área, não há que se brincar, tampouco relegar a segundo plano.

A notícia é um bem valioso na sociedade atual. Por meio dela se conhece o mundo, se gerencia suas agilidades, sua vida. Pode-se achincalhar com isso? Esta relação entre poder e meios de comunicação tem crescido com o avanço e o desenvolvimento da tecnologia. Na época em que vivemos, da mais impressionante revolução tecnológica nos meios de comunicação, a imprensa tem agigantado sua dimensão de máquina de poder. A imprensa, escrita, falada ou televisionada, é, antes de qualquer coisa, uma grande empresa política controlada pelos poderes públicos. Assim, a televisão, os periódicos, a rádio, internet, etc., constituem um instrumento de primeira ordem para amparar o sistema de despotismo. Nenhum grupo de poder, nos países ricos ou pobres, pode prescindir do concurso favorável do jornalismo e dos meios de comunicação. Quer um exemplo? Nos Estados Unidos ou em qualquer outro país rico, os grandes consórcios da imprensa estão vinculados aos grupos econômicos e aos partidos do poder. É fácil assinalar a relação direta entre os grupos de poder e a influência das grandes empresas de comunicação.

Um caso chamativo é a Itália, onde um magnata da imprensa (o fascista Berlusconi), chegou ao poder sustentado por seu gigantesco aparato publicitário. O mesmo fenômeno (poder político e imprensa) se dá, ainda que de forma obscura nos países pobres, onde qualquer personagem de última categoria se converte em “presidente” graças à imagem construída pelos meios de comunicação. Está claro que as classes políticas dirigentes, desde o Estado até outra veemência oficial, utilizam seu poder econômico corruptor para mercenarizar a imprensa e o jornalismo. Através dos milionários contratos de publicidade, diminuição de impostos, subvenção do papel, ou de aportes diretos de grandes somas de dinheiro, os jornais, revistas, ou canais de televisão caem no poder do Estado e daqueles que o dirigem.

Em alguns países, o Estado sustenta secretamente uma milionária planilha de jornalistas colocados em todos os ramos de comunicação. Aqui no Brasil é tão igual o pior do que em outros países, principalmente pela desigualdade social e inconsequência na divisão dos poderes. A imprensa, como suporte ideológico e de propaganda do Estado, submerge e exterioriza a conduta política dos governantes de turno. Desta maneira, além da corrupção nas altas esferas do Estado, maior será a declínio e pobreza intelectual nos meios de comunicação. Um fato tão real e que se cultiva no Brasil, sobretudo aumenta o nível de corrupção e a falência intelectual da nação e daqueles que se julgam fabricantes de opinião.

Por fim, o breve quadro que descrevi serve para revelar-se a relação entre a imprensa corrupta e seu pacto com o poder público. Um traço rápido do que é atualmente a imprensa em geral no Brasil. Com diversos predicados, próprios de cada realidade, os meios de comunicação são mafiosos e seu próprio método nega a suposta liberdade de expressão de que tanto se fala neste país que se diz democrático.

 

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