Número de suicídios entre jovens cresce mais de 20% nos últimos 10 anos

O que vem acontecendo com os nossos jovens?
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Muitos pais não percebem o declínio emocional que os seus filhos vêm passando. Já escutei de muitos a seguinte frase: “Nunca percebemos nada, ele(a) era tão tranquilo” O que me parece é que os pais simplesmente não são ensinados sobre o que procurar no comportamento dos seus filhos que deem indício de uma profunda dor psíquica e do desejo de morte. Algo que realmente me preocupa, é que as crianças e principalmente os adolescentes, são estigmatizados pela sociedade. No Brasil, os jovens carregam nas costas o infeliz apelido de “aborrecente”. Toda essa carga de rótulos e preconceitos com relação a essa fase da vida tem dificultado a nítida visão do que pode estar acontecendo dentro desse universo juvenil. Alguns pais não levam a sério o que os filhos estão passando, pois acreditam ser uma fase de angústia da adolescência, mas muitas vezes é uma forma mais profunda de depressão e ansiedade.
Um fato que não pode ser desconsiderado é que vivemos em uma sociedade cada vez mais competitiva, com tecnologia de ponta ao nosso alcance, com muita informação, muito mais do que damos conta de assimilar. O mundo está dinâmico e com isso as exigências sociais aumentaram. Precisamos correr se não quisermos “parar no tempo” e com isso, percebemos que muitos jovens não sabem como lidar com a perda, a frustração e a decepção. Não sabem por que não aprenderam, não foram ensinados a relaxar, a se permitir a errar, a descobrir o seu potencial que é individual e único. Precisamos ensinar isso aos nossos filhos!
Veja os casos mais recentes:

O jovem de 17 anos, pouco antes de cometer o suicídio, fez um vídeo com imagens dele e a da namorada. Oliver Soares Ojeda, de 17 anos, encontrado enforcado na tarde de ontem (08), próximo ao córrego Paragem, em Dourados.

Relembre o casojovem

Conforme informações da família, o jovem estava transtornado desde quando terminou um relacionamento amoroso com uma jovem, e por esse motivo fugiu de casa dizendo que iria se matar. A vítima residia no bairro Canaã, em Dourados.

A polícia e os familiares localizaram o corpo após terem recebido uma informação de um mototaxista, que alegou ter visto um jovem adentrando a mata no final da tarde de ontem. O corpo estava preso a uma corda, distante uns 30 metros da rua.

Aumenta o número de brasileiros, sobretudo jovens, que tiram a própria vida. No Brasil, nos últimos anos, as mortes por suicídio de pessoas entre 15 e 24 anos cresceram 1.900%

Temos um problema sério pela frente: no Brasil, em 20 anos, o número de mortes por suicídio cresceu 1.900% na faixa etária de 15 a 24 anos. Com tal incidência, representa a terceira principal causa de morte de pessoas em plena vida produtiva. As conseqüências atingem também a família. Pesquisas mostram que cada morte afeta – profundamente e por tempo prolongado – pelo menos cinco pessoas.

As estatísticas revelam a extensão de um problema que merece a nossa reflexão. Nos últimos 40 anos, as taxas de mortalidade mundial por suicídio subiram cerca de 60%. Nada menos do que um milhão de pessoas morrem por ano por essa causa – uma morte a cada 40 segundos, praticamente todas elas em conseqüência de depressão ou de algum transtorno mental.

Estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS) sinalizam que haverá mais de 1,5 milhão de vidas perdidas por esse motivo em 2020, representando 2,4% de todas as mortes. A OMS também registrou que permanece a tendência de crescimento das mortes entre os jovens, especialmente nos países em desenvolvimento.

Diante da gravidade do assunto, o tema há alguns anos passou a integrar as políticas de saúde pública em diversas partes do mundo. Com a criação de programas de prevenção, países como os Estados Unidos já estão conseguindo reduzir o número de casos. “Isso mostra que a melhor conduta é criar redes de proteção para dar o suporte necessário às pessoas em risco e suas famílias”, opina Humber to Corrêa, psiquiatra e chefe do Departamento de Saúde Mental da Universidade Federal de Minas Gerais.

Em 2006, o governo brasileiro formou um grupo de estudos para traçar as diretrizes de um plano nacional de prevenção do suicídio, que deve ficar pronto este ano. A promessa é incluir verbas no orçamento de 2008 para colocar essas idéias em prática. “O que existe hoje é apenas uma cartilha destinada a profissionais da saúde”, comenta o psiquiatra.

REDUZIR AS TAXAS de suicídio é um desafio coletivo. A sociedade precisa romper com os tabus e se engajar nessa batalha. Apesar de não serem raras as famílias em que alguém não tentou ou morreu, pouco se fala do assunto. A mídia, um poderoso instrumento de educação e conscientização, também se omite sobre essa questão “desgostosa”. “Mas a nossa resposta não pode ser o silêncio. Nossas chances de chegar às pessoas que precisam de ajuda dependem da visibilidade”, prossegue o médico.

Quem pensa em se matar deve saber que mais gente pensa sobre isso e pode ajudar. No final de junho, entre os dias 28 e 30, 80 conferencistas de 16 países se reuniram em Belo Horizonte (MG) para trocar as suas experiências sobre o assunto durante o II Congresso Latino-americano de Suicidologia. “Uma das nossas tarefas é convencer donasde- casa, pais, educadores, jornalistas, publicitários, líderes comunitários e de opinião de que o debate sobre o suicídio não é uma questão moral ou religiosa, mas um assunto de saúde pública e que pode ser prevenido. Aceitar essa idéia é o primeiro passo para poupar milhares de vidas”, conclui Humberto Corrêa, que presidiu o evento.

Dicas Úteis

Leve a sério quando alguém ou um parente diz que a vida não vale a pena e se mostra deprimido. Por baixo disso pode estar a intenção de interromper a vida

Estudos em diversas regiões do planeta mostram que quase todos os indivíduos que se suicidaram estavam padecendo de um transtorno mental.

A Inglaterra conseguiu reduzir o número de mortes por suicídio com um amplo programa de tratamento de depressão.

No Rio de Janeiro há um serviço especializado para quem perdeu pessoas próximas por suicídio, o Projeto Conviver. Outro começará a funcionar em Belo Horizonte, em Minas Gerais, este mês.

O suicídio da jovem estagiária e o silêncio que incomoda

A vítima morreu três vezes: no ato da agressão, na impossibilidade de obter justiça e na destruição de sua imagem pública

Texto relata o silêncio em torno da morte da estudante da PUC-SP, que tinha 21 anos, Viviane Alves Guimarães (foto abaixo), que se jogou do prédio onde morava no bairro Morumbi, na capital paulista, em 3 de dezembro. Um suposto estupro pode ter motivado o suicídio da jovem. Viviane era estagiária de um dos maiores escritórios de advocacia de São Paulo (Machado Meyer Advogados). Segundo familiares, ela era uma jovem feliz e realizada.

Por Felipe B

Abra as pernas, feche a boca e tente não morrer: como ser uma jovem mulher em São Paulo.

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Viviane Alves Guimarães. (Foto: divulgação / web)

Você possui o escritório de advocacia mais influente do país. Seus jovens sócios, mulheres e homens com menos de 40 anos que se acham os donos de São Paulo e ostentam salários mensais acima de 100 mil reais, decidem brincar com a vida e autoestima de uma menina de 21 anos começando a carreira como estagiária na empresa.

O combinado é sacanear a menina, certos da impunidade. Domínio dos meandros legais que fazem os algozes terem a certeza da impunidade. O ônus da prova ficará todo com a vítima.

Você é informado sobre o crime (apesar de seus jovens sócios e demais advogados influentes não olharem essa questão através do mesmo prisma moral dos pobres mortais) e aciona o departamento de gerenciamento de crise para preparar uma ação de acobertamento, caso alguma denúncia seja feita. O primeiro passo é escrutinar a vida sexual da vítima e catalogar qualquer “desvio de conduta”. Prepare um rol de testemunhas pagas a peso de ouro. Também prepare a compra do silêncio da vítima, ameaçando-a de ter a carreira encerrada em qualquer instituição de peso caso leve adiante a vontade de fazer justiça.

Enquanto isso os jovens sócios se regozijam do crime perfeito, da arte de terem sacaneado a novata. Provavelmente algumas das sócias, ex-estagiárias também estão rindo. Não é uma questão de gênero. É uma questão de poder.

A pesquisa “Mapa da Violência 2012 – Os Jovens do Brasil”, divulgada nesta quinta-feira (24) em Brasília, mostrou que, entre os jovens de 15 a 24 anos, houve um crescimento de 22,6 % no número de suicídios entre 1998 e 2008, passando de 1.454 para 1.783 mortes.

Noivo de Cibele Dorsa comete suicídio aos 27 anos

Gilberto Scarpa, apresentador do E! Entertainment, morreu no domingo (30)

Por Redação Online

Contigo!

Gilberto Scarpa cometeu suicídio no último domingo (30/1/2011)Gilberto Scarpa cometeu suicídio no último domingo (30/1/2011)

O noivo da atriz e escritora Cibele DorsaGilberto Scarpa, de 27 anos, cometeu suicídio na madrugada de domingo (30/1/2011). A própria Cibele comunicou via twitter a morte do rapaz, que comandava o programa Brasil Bites, do canal pago E! Entertainment.

“Meu noivo se suicidou esta noite, com ele morto eu me sinto morta. Prefiro ir com ele, minha força não faz mais sentido”, escreveu Cibele em seu perfil no microblog.

E! Entertainment divulgou nota dizendo ter recebido a notícia “com muito pesar” e prestando solidariedade à família. Gilberto Scarpa foi enterrado em Campinas, no domingo.

Em pleno dia de aniversário, jovem comete suicídio em Serra Branca, Cariri paraibano

Em pleno dia de aniversário, jovem comete suicídio em Serra Branca, Cariri paraibano

Este domingo (04) de novembro de 2012, não amanheceu com a mesma paz característica do dia para a população de duas cidades do Cariri paraibano.
Em Serra Branca e Santo André duas pessoas cometeram suicídio com cordas no pescoço. É grande a apreensão que envolve a população dos dois municípios.
Em Serra Branca, uma jovem que acabara de completar 24 anos, data comemorada neste sábado (03), pegou uma corda e se projetou para morrer no terraço de casa nas primeiras horas deste domingo (04).
Maria Kaline Gonçalves Gomes (foto) morava a Rua Antonio Bernardo de Sousa, no centro da cidade, e ainda não se sabe o que motivou o enforcamento.
Familiares e amigos estão chocados com a atitude da jovem, que além de tudo era muito bonita e querida na cidade.
Outro suicídio ocorreu na cidade de Santo André, no Cariri Paraibano. Lá foi um senhor identificado até o momento como Júlio de Antonio de Beládia que morreu enforcado a uma algaroba.
Ele mora no Sítio Lagoa de Baixo e segundo informações de populares a nossa reportagem, ele saiu cedo de casa na intenção de pegar leite no curral. Isso se deu por volta das 05h30. Com a demora para voltar, familiares foram atrás dele e o viram pendurados na planta, próximo ao curral.
Os corpos aguardam o IML que vem de Campina Grande especialmente com a finalidade de buscá-los.

Garota de 17 anos comete suicídio com arma de fogo na tarde deste domingo na cidade de Santana de Mangueira-PB

Uma estudante de apenas 17 anos cometeu suicídio na tarde deste domingo (11), no sitio Serra Branca, município de Santana de Mangueira, no Vale do Piancó paraibano. A jovem Maria Madalena Alexandre de Lima usou um revolver Cal. 38 e disparou no próprio ouvido, tendo morte imediata.

O suicídio ocorreu por volta das 16h e tudo indica que a causa pode ter sido por conta de um namoro mal sucedido. Filha de um agente de saúde chamado Cícero Melquíades, a estudante era uma pessoa bastante conhecida no município e muito querida entre seus amigos e parentes. O suicídio surpreendeu e abalou profundamente seus pais e demais familiares, que estão em estado de choque. A comunidade rural onde ocorreu o fato fica localizado a cerca de 10 Km da cidade de Santana de Mangueira.

As informações fazem parte de um levantamento elaborado pelo Instituto Sangari, em parceria com o Ministério da Justiça, que identificou as mortes no país por violência, divididas em: homicídios, acidentes de transporte e suicídios.

Não só entre os jovens, mas na população como um todo, foi detectado um aumento de 33,5% nos casos de suicídio nos últimos dez anos. De acordo com o estudo, o índice foi superior ao aumento da população de 17,8%; dos homicídios (19,5%) e dos acidentes de transporte (26,5%)

As regiões que concentram os mais casos são Norte e Nordeste. Nos Estados do Tocantins, Amapá e Acre, por exemplo, eles mais que duplicaram. Já no Espírito Santo, houve uma queda de 37% – o que demonstra  a complexidade do panorama nacional sobre o tema.

“No Brasil, não existe uma tradição ou cultura suicida como em outros países”, diz o estudo, coordenado pelo sociólogo Julio Jacobo Waiselfisz. A pesquisa destaca que os municípios que encabeçam a lista com os maiores números de suicídios são locais de assentamentos indígenas, como Amambaí, Paranho e Dourados no Mato Grosso do Sul e Tabatinga, no Amazonas.

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, chamou de “preocupante” os dados relativos à população indígenas e afirmou que encaminhará os detalhes do levantamento para a Funai (Fundação Nacional do Índio) para adoção de políticas especificas para combater o problema.

Gostaria de fazer um pedido a todos os pais: Olhe para os seus filhos, observe que o mundo deles muda de acordo com a idade, respeite cada fase e aprenda coisas novas através de conversas amigáveis, permita que eles sejam únicos. Não deixe para fazer isso amanhã, comece hoje no seu próximo encontro com eles.

Abraços,

Roberto Carlos C

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