Período de chuvas traz risco da dengue

Com a chegada do verão e o período das chuvas, começam as preocupações com o perigo do Aedes aegypti, o mosquito transmissor da dengue. Temos que ter o cuidado para não deixar nada que possa acumular água da chuva.

Todos esses cuidados, no entanto, podem ser em vão se um vizinho não tomar a mesma atitude. E isso é mais comum do que se imagina. O mosquito se desenvolve em ambiente escuro, com água parada e limpa, A população precisa ficar atenta aos recipientes onde a água pode se acumular, como pneus, garrafas, vasos de plantas, restos de obras, sacolas plásticas e até a gaveta da geladeira.

Em caso de foco não controlado do mosquito na vizinhança, a Vigilância Ambiental aconselha a comunidade a procurá-los.
Quando houver suspeita de contaminação, especialistas alertam para o risco de se automedicar. O ideal é procurar o posto de saúde mais próximo, já que os sintomas da dengue são muito semelhantes aos da gripe. Em caso de dúvida, procure um Posto de Saúde mais próximo da sua residência.

Dengue

São Paulo espera aumento de casos de dengue em 2013

Expectativa de aumento dos casos tem base em levantamento sobre infestação de imóveis com larvas do Aedes aegypti em mais de 200 cidades

Detalhe do mosquito da dengueDengue: chegada do sorotipo 4 da doença deve ajudar a elevar o número de casos em 2013 (Getty Images)

O número de casos de dengue no estado de São Paulo deve voltar a subir em 2013, depois de dois anos seguidos de queda. A avaliação é do infectologista Marcos Boulos, coordenador de Controle de Doenças da Secretaria Estadual da Saúde. A expectativa se dá com base no caráter cíclico da doença, mas o cenário é agravado pela chegada do sorotipo 4 da dengue, que apareceu no estado no início de 2011 e agora deve aumentar sua circulação.

O governo já começa a planejar medidas preventivas para enfrentar a temporada de chuva e calor. Secretários de saúde dos 13 municípios mais vulneráveis à dengue reúnem-se nesta segunda-feira na capital para discutir ações de controle do mosquito transmissor e estratégias emergenciais de tratamento dos infectados. ““Queremos verificar se os municípios necessitam de parceria com o estado para facilitar a criação de hospitais de campanha e treinar os recursos humanos necessários””, diz Boulos.

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Para definir quais são os municípios mais vulneráveis, o Centro de Vigilância Epidemiológica e a Superintendência de Controle de Epidemia avaliaram mais de 200 cidades, onde inspecionaram cerca de 200.000 imóveis para checar o índice de infestação predial por Aedes aegypti. Aquelas com mais de 60.000 habitantes que apresentaram índice de infestação maior que 1% — considerado preocupante no caso do mosquito transmissor da dengue — foram selecionadas para o encontro. O índice refere-se ao porcentual das amostras em que foram achadas larvas do mosquito. No topo da lista estão Guarujá, Araçatuba e Bauru.

Boulos explica que, na dinâmica da dengue, as epidemias mais intensas se repetem a cada três ou quatro anos. “”Em 2010, tivemos uma grande epidemia e agora estamos com índice de infestação parecido com o verificado em 2009, portanto a situação pode se repetir em 2013.”” Os primeiros casos da temporada podem aparecer já em dezembro, mas a preocupação maior é com os meses de fevereiro, março e abril.

Novo risco — O problema do sorotipo 4 é que, como sua circulação é recente, a maioria da população ainda está vulnerável a ele. Além disso, pacientes que já tiveram dengue de outros tipos e são infectados pelo sorotipo 4 podem apresentar formas mais graves da doença, como a febre hemorrágica.

Neste ano, foram notificados em São Paulo 20.821 casos de dengue autóctone (quando o paciente contrai a doença na própria cidade) até outubro, que causaram 12 mortes. Levantamento da secretaria estadual mostra que 31% dos casos deste ano concentraram-se no Vale do Paraíba e no Litoral Norte.

(Com Estadão Conteúdo)

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