O lado obscuro do carnaval no Brasil

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FOTO: J.VIGGIANI(*) bethmichel

Estamos chegando ao momento que os políticos adoram: O Carnaval! É quando os escândalos são esquecidos, leis duvidosas são aprovadas e outras maracutaias são executadas, pois o povo está ligado nos desfiles das escolas de samba na batida da bateria e no requebrado da mulata. Aquele cidadão sem emprego, triste e sofrido passa a ser alegre e bem humorado.

Alguns blocos carnavalescos ainda tentam com seus sambas de protesto ridicularizar algumas figuras da política, e outros acreditam que possam influenciar e chamar atenção para o comportamento de alguns políticos mostrando a importância do cidadão nas questões públicas.

Porém a grande maioria do povo, não quer nem saber, quer é se esbaldar no carnaval. Enquanto isso, os políticos tiram suas máscaras usadas durante o resto do ano para camuflar seus atos e ações e vão para a rua pensando em conquistar alguns votinhos, e também tirar uma casquinha da folia.

Mas se pensarmos bem eles (políticos) não estão errados. Afinal dizem que o carnaval é a festa do povo, e de onde vem o político? Do povo. E de onde vem a “grana” que os políticos corruptos roubam para engordar suas contas bancárias e seu patrimônio? Do Povo.

Os eleitores bobocas votam nos políticos que dão mais “vantagens” e “benesses” em troca do voto, desses alguns serão eleitos e depois já empossados nos seus cargos, vão querer tirar “vantagens” e receberem “benesses” bem maiores do que eles deram para comprar os votos.

Pra começar avisando os incautos que acham que essa festa égenuinamente (tachado meu, que os bons entendedores compreenderão) brasileira, vocês estão enganados amigos, essa festa era pra burguesia europeia vitoriana de tantos séculos atrás, originalmente, de popular não tem nada. O que temos por aqui é uma mera adaptação, muto bem adaptada ao nosso clima tropical, com predominância de putaria, malandragem, violência e DST’s (Doença Sexualmente Transmissível).

Além de originalmente ser feita para os filhinhos de papai da gringa, o que pode haver de popular em uma camiseta regata que custa até R$ 1000,00 (leia-se abadá), ou então os camarotes.  Boa, conta outra! Ahhhh Roberto, seu burro!! Mas tem os carnavais “na faixa” na avenida meuuu, bora lá!! De graça meu caro! Vai ver quanto sua prefeitura pagou pra essa rapaziada tocar de graça, e até onde eu sei, eu, tu, ele, nós, vós pagamos a grana da prefeitura então não acredite mais nessa do seu prefeitinho sem vergonha quando ele vier com esse papinho furado. Garantir o circo para povo, e o pior é que nem o pão eles distribuem para população. Alienados e famintos; antes pelo menos éramos só alienados, tínhamos o “Circo e o pão”. Quanto à qualidade das músicas, não vou entrar no mérito dessa questão, mas é inegável o escracho que essas letrinhas fazem com a mulher, o louvor à sacanagem e todo o resto.

E todos os recursos estatais à mercê dos bebuns. Já pararam pra contar o tanto de ambulância que tem para atender a rapaziada que passa mal e os valentões que curtem um quebra-pau durante as festividades? Por que não empregar essa vontade, esse esforço todo diuturnamente? Coitada da gestante que precisar dar luz nessa época; o trabalhador infartando; e o idoso passando mal na área rural da cidade, nossa, esse aí já era, morreu!  Policiais e bombeiros em peso à disposição da galera, enquanto que no resto do ano, mal dá pra exercer o direito de ir e vir (em algumas não dá nenhum um pouco).

Pôôôô Roberto, deixa de ser mala meuuu! O carnaval faz girar a economia cara, se liga! Os caras ali tudo vendendo cerveja e espetinho. Ok pessoal, mas é durante todo o ano que tem carnaval? E no resto do ano que não tem uma festa desse porte? O pessoal passa fome? Não meus caros, eles não dependem do carnaval para seus negócios, apenas aproveitam a oportunidade.

A economia gira sim, na mão dos donos de trios elétricos, um e outro artista, e os fabricantes de cerveja, ahhh como a economia gira pra esses,  principalmente os últimos. De resto meus caros, é só prejuízo; basta parar pra pensar no tanto de atendimentos nos postos e hospitais que fazem aumentar seus recursos, consequentemente as despesas públicas, disseminação de DST’s, acidentes de trânsito, indenizações por morte e invalidez, que por lei o estado tem de bancar pra vítima, , todas essas despesas queridos, quem paga somos eu, tu, ele, nós, vós, não tem jeito, o saldo é de prejuízo, muito prejuízo.

Sem contar que a Rede globosta aproveita o ensejo e exibe o desfile das escolas de samba. Ahhh você acha que eles iam perder a chance de colocar uma rapaziada na frente da TV ver umas mulheres seminuas?  Não mesmo! O carnaval até já deve ter sido bom, mas isso foi antes de eu, tu, nós, vós nascermos. O que sobrou pra gente? Só o circo, por que nem pão tem mais.

O que veremos nos próximos dias é o jogo sedutor e deslumbrante de tentar resolver esse dilema por definição insolúvel: integrar o que tem de ser separado; homogeneizar o que se baseia na heterogeneidade; igualar o que só pode acontecer porque existe desigualdade.

A inversão de papéis que permite a auto-sedução por meio da sedução alheia só é possível pela intimidade virtual e real da televisão. E não é por acaso que o Brasil, possuidor de um dos carnavais mais espetaculares do mundo, conta também com um sistema de mídia televisiva dos mais refinados tecnicamente. Afinal, para que quer uma atriz global desfilar como destaque de uma escola de samba se não for para que ela mesma se veja, pela TV, desfilando na multidão da passarela para os presentes e para os televidentes?

O Carnaval fixou-se agora, na sua pretensão de integrador de todas as classes, uma hierarquia social e racial que vai das estrelas (preferivelmente louras) no alto das alegorias às passistas e aos percussionistas (negros todos) que evoluem com os pés no chão; passando pelos demais destaques que recheiam os degraus intermediários da escada vertical da fama e do prestígio social.

É com essa fórmula, recheada de uma estética musical, coreográfica e dramática magnífica, que o Carnaval brasileiro consegue passar a ilusão de comunhão e integração sobre a base de uma desigualdade social e racial explícita e que é constitutiva do evento. Sonhar com um mundo integrado não é prerrogativa apenas das comunidades que fazem as festas carnavalescas, visto que o carnaval já existe tanto para o turista quanto para os participantes locais.

Racismo e arte grandiosa, desigualdade e gozo intenso, exibicionismo e integração comunitária, consumismo histérico e dádiva total. Quem sabe os dilemas humanos colocados pelo nosso carnaval (os dilemas, repito, e não a solução proposta, que apenas reintroduz as dificuldades acima comentadas) são dilemas gerais de um mundo que ainda não foi capaz de superar injustiças atrozes e que ao mesmo tempo ainda sonha com a integração da humanidade através da alegria e do prazer.

Mas este Carnaval que vai começar agora não será como os outros. Desta vez, a festa da carne já não será tão caracterizada pelo disfarce das fantasias, com as quais sempre se esmeraram em camuflar e colorir os seus mais temíveis propósitos. As máscaras não são mais tão necessárias, nem mesmo desejáveis. Agora a nudez é a norma, com toda a sua agressiva desfaçatez. Não apenas a nudez de corpos frenéticos, a nudez da carne soberana e sem freios, mas sobretudo a nudez dos pensamentos que se descobrem, acintosamente, sem qualquer pudor, na ostensiva clareza das pretensões mais abjetas.

Tudo para nessa época e só volta a funcionar depois da quarta feira de cinzas. O Brasil só irá se tornar uma nação desenvolvida quando amadurecer, quando deixar de ser uma criança mimada e se tornar um adulto, que assume as suas responsabilidades.

Não podemos nos deixar enganar pelas máscaras dos políticos, como o humilde trabalhador se engana com sua fantasia de Rei durante os desfiles de carnaval.

Segue um um texto mais abaixo para reflexão do que representa o Carnaval do ponto de vista espiritual.

O Carnaval vem de uma manifestação popular anterior à era Cristã, tendo se iniciado na Itália com o nome de Saturnálias – festa em homenagem a Saturno. As divindades da mitologia greco-romana BACO e MOMO dividiam as honras nos festejos, que aconteciam nos meses de novembro e dezembro. Durante as comemorações em Roma, acontecia uma aparente quebra de hierarquia da sociedade, já que escravos, filósofos e tribunos misturavam-se em praça pública.

Os italianos adotaram, então, a palavra Carnevale ( um vale tudo da carne, ou festa da carne), sugerindo que se poderia fazer Carnaval – “ou o que passasse pelas suas cabeças” antes da Quaresma ( quarenta dias antes da páscoa ), numa espécie de abuso da carne. 

A festa chegou a Portugal nos séculos XV e XVI, recebendo o nome de Entrudo – isto é, introdução à Quaresma, através de uma brincadeira agressiva e pesada. O evento tinha uma característica essencialmente gastronômica e era marcado por um divertimento entremeado com alguma violência. Fazia-se esferas de cera bem finas com o interior cheio de água-de-cheiro e depois atirava-se nas pessoas. Os mais ousados, no entanto, começaram a injetar no interior das “laranjinhas ou limões-de-cheiro”, substâncias mau cheirosas e impróprias e a festa foi perdendo sua alegria. Foi exatamente esse Entrudo violento que aportou no Brasil. 


Na segunda metade do século XIX, o jornal Diário da Bahia e a Igreja Católica criticavam e pediam providências às autoridades policiais contra o Entrudo. Quando se aproximava o domingo anterior à Quaresma, todo mundo “entrudava”. Apareciam pelas ruas em forma de bandos os “Caretas” envoltos em cobertas, esteiras de catolé, folhas de árvores e abadás – uma espécie de camisa de manga curta bastante folgada, atingindo a curva dos joelhos, que os negros usavam. No Entrudo, molhava-se quantos andassem pelas ruas, invadia-se casas para molhar pessoas e não se importava que fosse gente doente ou idosa. 


Em 1853 o Entrudo passou a ser reprimido com ordens policiais. Mesmo assim, as “laranjinhas” e gamelas com água continuavam existindo. Foi exatamente neste período que o Carnaval começou a se originar de forma diferente, dividindo-se em duas classes: o Carnaval de Salão e o Carnaval de Rua. O Carnaval de Salão tinha a participação de brancos e mulatos de classe média; o Carnaval de Rua, contava com negros e mulatos pobres. 
Em 1860 o Teatro São João começou a realizar arrojados bailes de mascarados, na noite de sábado, iniciando as festas com músicas baseadas em trechos da ópera italiana “La Traviata”. Em seguida, eram tocadas valsas, polcas e quadrilhas. O evento contava com a participação das pessoas de bom nível social, que trocavam os bailes realizados em suas casas pelo do teatro. 


Na época, havia o perigo do homem formado e do negociante serem vistos mascarados. Em razão disso, casas de fantasias e cabeleireiros, como os famosos “Pinelli” e “Balalaia” mantinham especialistas em disfarces. 
Como os bailes carnavalescos não estavam ao alcance de todos, nem de acordo com a moral de muitos, era necessário estimular a sua ida para a rua. Por isso, os sub-delegados foram autorizados a distribuir gratuitamente máscaras a quem quisesse brincar o Carnaval. Várias comissões passaram a ser nomeadas pelo chefe de polícia e a comissão central, juntamente com outras comissões paroquianas que distribuíam máscaras, facilitavam a aquisição de outros adereços, bem como a providência de banda de música. Os comerciantes logo aderiram à idéia de olho no melhor faturamento, e começaram a adotar o Carnaval em substituição ao Entrudo. 


Em 1870 os mascarados avulsos, estimulados pela polícia, e os bailes públicos começaram a ganhar terreno, embora o Entrudo ainda se mantivesse vivo. O ambiente para a realização do Carnaval passou a ficar melhor com o surgimento do “Bando Anunciador”, que saía às ruas convidando todos para os festejos. 
Nos clubes e teatros, foram surgindo competições entre os grupos e famílias que ostentavam roupas e jóias para mostrar quais associações e entidades eram mais elegantes e grã-finas. O pioneiro Teatro São João passou a organizar seus bailes com um ano de antecedência. 


Em 1878, o grupo de Carnaval de rua, “Os Cavaleiros da Noite”, aparecia pela primeira vez num salão em grande forma, no Teatro São João, causando um verdadeiro “ti, ti, ti”. Dois anos depois – com um número maior de bailes por toda a cidade -, Salvador contava com 120 mil habitantes, que concentravam recursos financeiros e grande poder político. Havia, portanto, dinheiro, poder e fartura, e todo esse esplendor passou, então, a ser retratado nos salões e bailes de Carnaval. Só para se ter uma idéia, as roupas, adereços, enfeites, chapéus, bebidas, jóias, sapatos e meias usadas nas festas eram importadas das melhores casas de Paris e Londres. 


Ao mesmo tempo, palanques e bandas de música proliferavam na cidade. Surgiam também vários clubes uniformizados, como “Zé Pereira”, “Os Comilões” e “Os Engenheiros”, fantasiados com “Cabeçorras” e outras máscaras. Como as comemorações cresciam, convencionou-se que o Campo Grande seria o lugar para os mascarados se reunirem nos dias de Carnaval e, de lá, saírem em bandos. 
Em 1882, o comércio iniciou o costume de fechar as portas na terça-feira de Carnaval, a partir das 13 horas. O Carnaval de máscaras e o desfile dos clubes, ficavam então, mais animados depois das 14 horas. 


Cinco anos antes da Proclamação da República, a cidade, habitada por cerca de 170 mil pessoas, organizou o seu primeiro grande Carnaval de rua. Era uma festa com grande influência européia, como quase tudo o que existia no Brasil naquela época, com luxo, requinte e comentários elogiosos. Fortemente influenciado pelo requintado Carnaval de Veneza, na Itália, e mesclando a presença de tipos do popular Carnaval de Nice, na França, o Carnaval de Salvador deu o primeiro passo rumo à popularização com a participação de muita gente nas ruas. 

RESUMO DA MATÉRIA

1. O carnaval iniciou-se com o conceito de adoração a deuses estranhos, uma afronta ao Deus único e Todo Poderoso ( GN 20 : 3, GN 32: 7 – 10, Lucas 4: 8 ); 

2. Ainda hoje, o falso deus momo – consequentemente um demônio – é reverenciado em todos os carnavais, através da entrega da chave da cidade a uma pessoa que o representa. Mesmo sem saber, este indivíduo se coloca na condição de rei do pecado da glutonaria. Está a cidade entregue ao espírito rebelde;

3. A comemoração foi movida pela vontade mundana de desobedecer completamente as regras da Palavra de Deus, da sociedade e da família, movendo-se algumas pessoas como “verdadeiros remanescentes de Sodoma e Gomorra”;

4. Vemos na seqüência do movimento, a invasão desrespeitosa da vida de outras pessoas, mesmo que não envolvidas com o processo de bagunça e confusão;

5. Posteriormente, notamos um processo inovador nas bases do entrudo. Vemos a tentativa de moralização do carnaval, transformando-o em uma festa social de fantasias e muito luxo;

6. Sabemos que enquanto muitos procuram no carnaval uma visão de festa bonita, alegre e comum, na verdade a mesma apresenta a continuidade de suas origens, onde o mal , através do culto pagão, foi convidado a entrar no ambiente e os espíritos imundos tomam ocasião, devido a bagunça sexual e desordem moral;

7. Este é o período de maior proliferação de doenças sexualmente transmissíveis em nossa sociedade, além de violência e morte causada por confusão e embriaguez.

“Sede sóbrios, vigiai. O vosso adversário, o diabo, anda em derredor, rugindo como leão, buscando a quem possa tragar. “ 1 PE 5:8

Fonte: Autor:   Pr. Carlos Edson A. Carvalho – oevangelho

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