Lojistas e usuários do Calçadão da Antonio Agú reclamam da recente reforma feita no local

calçadão

Segundo vendedores e lojistas do calçadão, a área alaga frequentemente. “Essa região é mais baixa e a água que já escorre para cá enche as galerias”, conta a vendedora Nilde Dias. Morador do bairro há 54 anos, Roberto dos Santos afirma que a obra foi mal feita e as enchentes é um perigo eminente. “As galerias são estreitas e enchem rápido”. Vagner Francisco Rala, de 45 anos, é cadeirante e comerciante do calçadão. Ele disse que as obras estão apenas em volta das galerias. “As enchentes são um dos maiores problemas do calçadão e problema não foi resolvido”, afirmou.

Uma das principais reclamações dos usuários foi à retirada dos bancos que segundo eles auxiliava grávidas, deficientes físicos e idosos. A RC TV conversou com vários comerciantes e pessoas que transitam pelo local e a insatisfação é geral.

Marcos Arruda, novo Secretário da Sica, afirmou em entrevista recente ao “Diário da Região” sua total insatisfação. “Eu estive lá e acho aquilo um lixo e não tenho dificuldade nenhuma em falar isso”. “O construtor que fez aquilo tinha que quebrar tudo e fazer tudo novamente porque ficou horrível e é uma irresponsabilidade de quem fez”, desfechou Marcos Arruda.

“Se minha mãe que é analfabeta passar ali ela vai perguntar: quem fez esse lixo? Está todo trincado, mal feito, o esgoto não foi feito a tempo e o empresário que fez, se recebeu, não tinha que receber, tinha que pagar. Tinha que fazer de novo. Isso prejudica a vida na cidade”, reclamou.

Lapas prometeu providências. “Como que um cadeirante anda em um negócio desse? Eles também não fizeram o que deveria ter feito para os dias de chuva, porque nunca teve enchente aqui e agora tem. Na verdade vai ter que fazer de novo e o Lapas já demonstrou que as coisas vão mudar”, finalizou.

A História do Calçadão da Antônio Agu

Mara Danusa

A transformação de parte da Rua Antônio Agu em “calçadão” surgiu no 1º mandato do prefeito Francisco Rossi (1973/77). A intenção era instalar um shopping ao ar livre, transformando a Antônio Agu em um grande centro de compras. A primeira alternativa veio com o “fechadão”. A prefeitura asfaltou a rua e colocou em frente à estação de trem, três grandes tubos de cimento, que serviram como floreiras.

Naquela época, apesar da concentração de comércios, a rua servia de ligação entre o Largo e a Avenida dos Autonomistas. Assim, ao invés dos veículos subirem pela João Batista, seguiam pela Antônio Agu. Só que o tráfego intenso colocava os consumidores em risco, já que as calçadas eram estreitas.

O “fechadão” ocupava desde a Praça Antônio Menck até a Rua República do Líbano. Um trecho pequeno para os dias atuais. Hoje, o Calçadão ocupa mais três quadras, até encontrar com a Avenida Marechal Rondon.

Nova Transformação

Depois do primeiro mandato do prefeito Francisco Rossi, os lojistas e consumidores foram consultados sobre a vantagem do “fechadão” ser expandido. O impasse sobre a nova intervenção durou nove anos.

Tão logo o economista e comerciante Nichan Nergisian assumiu a presidência da Aceo (Associação Comercial e Empresarial de Osasco), os lojistas propuseram transformar a principal rua de comércio da cidade em “calçadão”. Os objetivos eram evitar os atropelamentos e também acabar com a poluição.

“A idéia dos lojistas era de que a Rua Antônio Agu, do Largo Antônio Menck até a Avenida dos Autonomistas, fosse um grande shopping a céu aberto”, conta Nichan. Porém, ao consultar novamente a categoria para capitalizar recursos, os comerciantes, estabelecidos nos quarteirões acima da Avenida Marechal Rondon, não acreditaram que eliminar o tráfego de veículos aumentaria o fluxo de consumidores. “Por isso, o Calçadão termina na esquina da Rua Dante Batiston”, explica.

Já em 3 de setembro de 1985, o então prefeito Humberto Carlos Parro, através do antigo EPO (Escritório de Planejamento de Osasco), reuniu-se com o presidente da Aceo para apresentar um projeto e os custos da obra. A Aceo chegou a formar a comissão Pró-Calçadão, integrada pelos comerciantes Manuel Manug Kouldkjian, Nichan Nergisian e Pedro Seferian, encarregados de colher informações e buscar financiador de parte dos custos das obras.

No Natal daquele ano, a prefeitura chegou a fazer uma experiência, autorizando o “fechadão”, entre o Largo Antônio Menck e a Rua Dante Batiston. A medida facilitou muito as compras de Natal.

Mesmo assim, o projeto de expansão não vingou. Em janeiro de 1986, a comissão ainda não tinha integralizado o valor total das obras correspondente aos comerciantes. Isso porque, muitas lojas tinham sede fora do município, o que tornava a adesão à obra ainda mais difícil, mesmo que os lojistas contassem com financiamento do Banco Nossa Caixa.

Para as obras de construção do Calçadão, a prefeitura construiu a galeria de água pluvial. Além disso, as redes de energia e telefonia passaram a ser subterrâneas. A prefeitura fez ainda a rede de água e esgoto, e trocou o calçamento para lajotas nas cores branco, preto e verde.

Depois de muitas conversas, acertos, financiamentos e obras, o primeiro trecho, que conta com 283 metros entre a Rua Fiorino Beltramo e o Largo Antônio Menck, ficou pronto. Ele foi inaugurado no dia 1º de novembro de 1986.

Fonte: Câmara Osasco

 

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