Skaf: ‘Não vejo palanque duplo para Dilma em SP’

O candidato do PMDB ao governo de São Paulo, Paulo Skaf, voltou a dizer que para ele não há diferença entre os adversários do PT, Alexandre Padilha, e do PSDB, o governador Geraldo Alckmin, que concorre à reeleição. Perguntado se a presidenta Dilma Rousseff vai aparecer no seu material de propaganda e se vai abrir o palanque para ela em São Paulo, Skaf declarou: “Não enxergo palanque duplo. O palanque da presidente Dilma, como ela é do PT, é do candidato do PT”.

fé“Já falei e vou repetir. O PT é nosso adversário assim como o PSDB. Nossa proposta é independente do PSDB e do PT. Há 20 anos o PSDB e o PT polarizam em São Paulo. Há 20 anos a mesma visão, o mesmo jeito de fazer as coisas, as mesmas pessoas governam São Paulo”, acrescentou. “Nossa proposta é oferecer uma visão nova, um jeito diferente de fazer as coisas.”

Na segunda-feira, o prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho (PT), coordenador da campanha de Dilma no estado, disse claramente que a intenção é ter um palanque duplo para a presidenta em São Paulo. “Queremos saber como o PMDB vai participar para valer da campanha da presidente Dilma. Como o PMDB vai ajudar neste processo”, disse Marinho.

Há 20 dias, o ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Ricardo Berzoini, disse à RBA que nos estados onde há mais de um candidato da base de Dilma será preciso definir como vão se relacionar sem atrapalhar as campanhas de cada um e “buscando potencializar o objetivo geral, que é reeleger a presidenta Dilma”. Segundo o ministro, em São Paulo não haverá uma escolha. “Haverá o reconhecimento de que nós temos duas candidaturas fortes.”

Ação contra Alckmin

A coordenação jurídica da campanha de Skaf divulgou, no início da noite, ter entrado com ação contra o governador Geraldo Alckmin e o Facebook, por ilícito eleitoral, no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SP).

Skaf acusa o governador de burlar a proibição de propaganda eleitoral paga na internet. Os advogados de Skaf argumentam que Alckmin “turbinou o número de curtidores de sua página no Facebook mediante uso de links e posts patrocinados”, segundo informação da assessoria de comunicação do candidato do PMDB.

Para a coordenação jurídica de Skaf, ao violar a lei que proíbe a propaganda eleitoral paga na internet, a campanha de Alckmin conseguiu que mais pessoas curtissem seu perfil e, assim, fossem incorporadas à base que hoje recebe notícias sobre as eleições por meio da rede social.

Em dezembro de 2013, Alckmin tinha 100 mil seguidores, número que levou quatro anos a atingir, e com a estratégia contestada no TRE chegou a 320 mil em seis meses.

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