Morre o ex-prefeito de Osasco e deputado estadual Celso Giglio

O ex-prefeito de Osasco Celso Giglio (PSDB), de 76 anos, morreu na tarde desta terça-feira (11) no Hospital Albert Einstein, na Zona Sul de São Paulo, informou o centro médico. Segundo sua assessoria de imprensa, ele estava havia quase dois meses internado.As causas da morte não foram informadas. O velório acontece a partir das 8 horas desta quarta-feira, dia 12, no Teatro Municipal Glória Giglio. Já o sepultamento está marcado para as 14 horas, no Cemitério do Bela Vista.

Em nota de pesar, o atual prefeito Lins disse que “foi com imenso pesar que recebi a notícia do falecimento do amigo e mestre, deputado estadual Dr. Celso Giglio. Giglio governou Osasco por dois mandatos e deixou a marca do desenvolvimento na cidade. Correto, exemplar, e muito competente, ele nos emprestou sua experiência e dedicação. Osasco perde um grande líder. Que nosso Senhor Jesus Cristo o receba iluminando seu caminho e que conforte a família e aos amigos nessa hora tão difícil da despedida”. Lins decretou luto de sete dias na cidade.

Giglio durante debate no estúdio do G1 em São Paulo (Foto: Marcelo Brandt/G1)

O presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), Cauê Macris (PSDB) lamentou a morte. “O deputado Celso Giglio ao longo dos seus 42 anos de vida pública foi um dos grandes incentivadores da minha campanha para chegar à presidência da Assembleia Legislativa. Político combativo e ferrenho defensor dos interesses da população de Osasco, nos deixa num momento que o Brasil atravessa uma crise política sem precedentes”, disse o tucano.

“Permanecerá o exemplo de homem público dedicado a servir, a liderar as boas causas em prol daqueles que mais precisam. Fará muita falta na Assembleia, sobretudo por conta da sua serenidade em momentos decisivos, da sua capacidade de dialogar mediante conflitos e da sua honradez. Osasco e região perdem um político antenado as demandas da sociedade. Eu perco um grande amigo e conselheiro. Nossos sentimentos aos familiares e amigos”, acrescentou o presidente da Alesp.

Biografia

Celso Giglio nasceu em Campinas, interior de São Paulo, em 19 de fevereiro de 1941. No início da década de 60, mudou-se para Osasco, cidade onde viveu e deu início à trajetória na política.

Filho de Antônio Giglio e de Maria Gatti Giglio, foi casado com Glória Giglio, com quem teve cinco filhos e quatro netos.

Médico formado pela Faculdade de Medicina do Triângulo Mineiro, especializou-se em cirurgia geral e obstetrícia, na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo – Escola Paulista de Medicina. Formou-se ainda em Administração Hospitalar pela USP.

Foi eleito Deputado Estadual pelo PSDB em 2006 com 111.302 votos. Foi reeleito deputado estadual em 2010. Na ocasião, foi também vice-presidente da Alesp. É autor da lei que institui a proibição da venda de bebidas alcoólicas dentro das escolas estaduais.

Em 2012, mesmo inelegível, Giglio conseguiu disputar o primeiro turno da eleição enquanto aguardava o TSE julgar um recurso interposto por sua campanha. Ele obteve quase 150 mil votos e ficou na primeira colocação, mas o recurso foi negado e a Justiça manteve a decisão de excluí-lo do certame. Os votos recebidos pelo tucano foram, então, anulados.

O candidato do PT (agora no PDT), Jorge Lapas, que havia ficado na segunda posição no pleito, foi beneficiado e acabou eleito prefeito de Osasco em turno único. Em 2014, Giglio se elegeu deputado estadual com uma liminar que suspendia a rejeição das contas de 2004.

Veja a última entrevista de Celso Gilgio a RC TV Interativa

MPF denuncia ex-governador Sérgio Cabral e mais seis por corrupção na saúde do RJ

ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral e outras seis pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público Federal por corrupção passiva e ativa e organização criminosa por irregularidades cometidas na Secretaria Estadual de Saúde, entre 2007 e 2014.

Além do ex-governador, César Romero, Carlos Miranda, Carlos Bezerra, Sérgio Côrtes, Miguel Iskin e Gustavo Estellita são acusados pela Força-tarefa Lava Jato no Rio de Janeiro de pagar ou receber propina para fraudar contratos da área de saúde.

Segundo a denúncia oferecida à 7ª Vara Federal Criminal, a Operação Fatura Exposta identificou que a organização criminosa liderada por Cabral, que cobrava 5% sobre todos os contratos firmados pelo Estado, também atuava na área da saúde.

As investigações indicam que Miranda e Bezerra eram os encarregados de distribuir a propina paga pelos empresários, em um total de mais de R$ 16,2 milhões, conforme demostram anotações feitas pela própria organização criminosa.

Gustavo Estellita foi levado por agentes da Polícia Federal e deixou o prédio onde mora por volta das 7h50 (Foto: Fernanda Rouvenat / G1)Gustavo Estellita foi levado por agentes da Polícia Federal e deixou o prédio onde mora por volta das 7h50 (Foto: Fernanda Rouvenat / G1)
De acordo com a denúncia do Ministério Público, o esquema, operado por Côrtes e por Romero, ex-secretário e subsecretário da pasta, direcionava as licitações de serviços e equipamentos médicos ao cartel organizado por Miguel Iskin e Gustavo Estellita, sócios nas empresas Oscar Iskin Ltda. e Sheriff Serviços e Participações.

Ainda segundo o MPF, os empresários eram os responsáveis por trazer ao país as empresas estrangeiras que participavam das licitações internacionais, que eram divulgadas apenas no Brasil. As empresas se articulavam entre si, fazendo um rodízio onde todas eram beneficiadas. Os denunciados sabiam quanto cada empresa cobraria pelos produtos antes mesmo de sair a cotação do pregão internacional.

Além de Cabral, o ex-secretário e o subsecretário também recebiam, respectivamente, 2% e 1% sobre os valores dos contratos da saúde. Os pagamentos eram recebidos e repassados pelos operadores mensalmente e variavam entre R$ 400 mil e R$ 500 mil.

A denúncia oferecida à 7ª Vara Federal refere-se apenas aos crimes de corrupção passiva, ativa e de organização criminosa na área de saúde durante a gestão de Cabral. As demais condutas criminosas da organização capitaneada pelo ex-governador ainda serão objeto de denúncias posteriores da Lava Jato no Rio de Janeiro.

Momento exato da chegada de Lula em Curitiba para prestar depoimento ao juiz Sérgio Moro

Ele chegou no aeroporto Afonso Pena em um avião particular e deve seguir para um hotel antes de ir à Justiça Federal, onde vai estar pela primeira vez frente a frente com Moro. Os desembarques de Lula e da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), na manhã desta quarta, motivaram a montagem de um esquema especial de segurança no aeroporto. Funcionários receberam a notícia da chegada de Lula a Curitiba às 9h25 e começavam a organizar o desembarque em um hangar destinado à viação executiva.

Lapas não paga aluguel e Cia da PM na Vila Yara pode ser despejada

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O ex-prefeito de Osasco, Jorge Lapas, deixou de pagar o aluguel do imóvel que abriga a 2ª Companhia da Polícia Militar, instalada na rua Victor Brecheret, na Vila Yara. Com uma dívida superior a R$ 375 mil, a justiça acatou ação de despejo e determinou a desocupação do prédio em até 60 dias.

De acordo com o processo na 1ª Vara da Fazenda Pública do Fórum de Osasco, o contrato de locação do imóvel, que teve início em 28 de junho de 2007, sendo renovado para o período de 6 de junho de 2011 a 5 de junho de 2012, previa pagamento mensal de R$ 10.200, o que não ocorreu de forma regular. Ou seja, a administração Lapas optou por acumular os aluguéis e efetuar pagamentos esporádicos sem saldar por completo a dívida gerada.

O pagamento irregular provocou uma dívida de R$ 375.936,17, até o momento. O juiz titular da 1ª Vara, José Tadeu Picolo Zanoni, determinou em seu despacho que a prefeitura salde o valor “que deverá ser atualizado monetariamente desde a data do vencimento e acrescidos de juros de mora desde a citação”.

Para que a população não seja prejudicada, uma vez que a Polícia Militar define locais estratégicos para a instalação das companhias, a Prefeitura de Osasco, através da Secretaria de Administração, verifica, junto com o comandante da 2ª Cia da PM, um outro imóvel para abrigar a unidade.

 

Repúdio a Doria e Temer marca ato da Força Sindical em SP

Mais de 700 mil comparecem ao 1º de Maio da Força Sindical

O 1º de Maio da Força Sindical, que neste ano completa sua 20ª edição, reuniu cerca de 700 mil trabalhadores na Praça Campo de Bagatelle, na Zona Norte de São Paulo. Um ato político com shows de vários artistas nesta ÚLTIMA segunda-feira (1º) para comemorar o Dia do Trabalhador, a Força Sindical reuniu mais de 700 mil pessoas, segundo os organizadores, na Praça Campos de Bagatele, na Zona Norte de São Paulo. A Polícia Militar não divulgou números. Desde a manhã, o público acompanhou discursos de políticos e sindicalistas e shows de cantores sertanejos. O evento teve na programação artistas como Michel Teló, Zezé Di Camargo e Luciano e Bruno e Marrone, Simone e Simaria, Maiara e Maraísa. No Ato Político do 1º de Maio da Força, dirigentes sindicais das mais variadas categorias, e autoridades, deram seus recados a trabalhadores, governo e parlamentares de que não aceitaremos, em hipótese alguma, a retirada de direitos duramente conquistados ao longo dos anos.

Orlando Silva pede para sindicalistas vaiarem Michel Temer em ato político

Orlando Silva, deputado federal (PC do B), criticou as reformas e disse em alto e bom tom que o governo Temer acabou com os direitos dos trabalhadores e que na semana que vem o congresso vai acabar com a aposentadoria. Silva disse que assim que se o governo não dialogar, os trabalhadores serão convocados novamente para paralisar o Brasil. Visivelmente irritado, Orlando pediu uma sonora vai para o governo Temer. “Eu quero pedir uma grande vai para Michel Temer para que o povo saiba que o nosso povo está atento e vai exigir a manutenção dos seus direitos”, conclui.

 

Paulinho da Força ameaça nova greve contra reformas

Paulinho, organizador do evento reclamou da elite e desabafou.
“O Brasil passa pela maior crise econômica da história, e a elite cismou que os trabalhadores têm que pagar a conta”, disse o deputado, que reclamou ainda do corte da contribuição sindical pela reforma trabalhista. “Como vamos garantir os direitos dos trabalhadores se os sindicatos não têm recursos para negociar? E com essa reforma da Previdência, a grande maioria dos trabalhadores vai morrer antes de se aposentar”, afirmou.

 

Major Olímpio manda recado para Alckimin e Temer em ato político: “Vergonha”

Major Olímpio (SD) defendeu os sindicalistas e fez duras críticas ao governo Alckimin e o governo Temer, inclusive chamou de “malditos” os que votaram a favor das reformas trabalhista e da previdência. O major garantiu que pretende lutar no Congresso “24 horas por dia para defender o trabalhador, seja na iniciativa privada, seja o trabalhador da área pública”, garantiu Olímpio que num discurso acalorado chamou de “covardes” os políticos que votaram a favor das reformas.

 

Medeiros afirma que “Trocamos seis por meia dúzia” em ato político em SP

O ex-presidente da Força Sindical, Luis Antonio de Medeiros afirmou em seu discurso que não concorda com as reformas trabalhista e da previdência e que o próximo passo é Ocupar Brasília para pressionar o governo e o Congresso a reverem seus planos de ataques aos sagrados direitos da classe trabalhadora. Sobre essa base, as centrais sindicais estão abertas, como sempre estiveram, ao diálogo”, disse. Afirmou também que o governo Temer é igual ao governo Dilma e que ambos são parecidos no jeito de governar.

 

Doria é criticado por deputado tucano na Festa do Trabalhador em SP

O deputado Ramalho da Construção do mesmo partido pediu para Doria pedir descupas para os sindicalistas depois de ter recusado flores de uma ciclista na Avenida Paulista, no início da tarde deste domingo (30), quando saía de carro da cerimônia de abertura da Japan House São Paulo. Ramalho também não concordou com a postura do colega de partido quando chamou os sindicalistas de “vagabundos” em áudio gravado e publicado ns redes sociais. O deputado achou “ridícula” a postura do prefeito de São Paulo e pediu retratação do prefeito.

Repórter Vesgo do Pânico participa da Festa do Trabalhador e fala da crise no Brasil

Divertido, bem humorado e acostumado a trollar famosos, o integrante do Pânico na Band, Rodrigo Scarpa, mais conhecido como repórter Vesgo, trabalhou no 1º de maio na Festa do Trabalhador em São Paulo, evento organizado pela Força Sindical que reuniu mais de 700 mil pessoas na Praça Campo de Bagatelle nesta última segunda (01/05). Vesgo entrevistou alguns cantores que passaram pela sala de imprensa na Festa do Trabalhador e aproveitou o momento para também conceder uma entrevista exclusiva para RC TV Interativa, nesta rápida entrevista ao jornalista Roberto Carlos, Vesgo falou sobre o atual momento do país que vive uma crise econômica e reclamou da corrupção, dos políticos e sobretudo das manifestações violentas que ocorreram nos últimos anos. Rodrigo Scarpa completa neste ano 14 anos de Pânico na Band e já participou dos mais diferentes quadros de humor, entrevistas e humor. O atual é o ‘Talk Show de Rua’ que vem fazendo muito sucesso na tela da Band.

Veja os melhores momentos do evento! 

Imagens: Sandro Rogério

Produção: Roberto Carlos

Edição e finalização: Roberto Carlos

Apoio: Força Sindical

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Câmara aprova texto-base da reforma trabalhista

Depois de muitos protestos da oposição, o Plenário da Câmara aprovou hoje (26), por 296 votos a favor e 177 votos contra, o Projeto de Lei (PL) 6.787/16, que trata da reforma trabalhista. O projeto altera mais de 100 pontos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Entre as alterações, a medida estabelece que nas negociações trabalhistas poderá prevalecer o acordado sobre o legislado e o sindicato não mais precisará auxiliar o trabalhador na rescisão trabalhista.

A sessão que aprovou a reforma foi aberta na manhã desta quarta-feira e se estendeu até depois das 22h, com o final da votação do mérito da reforma. Ainda faltam votar os destaques que visam pontos do texto do relator, deputado Rogério Marinho (PSDB-RN). Depois de votados os destaques, o texto segue para o Senado.

Pela oposição, PT, PDT, PSOL, PCdoB e Rede se posicionaram contra o projeto. O PSB, SD e PMB também orientaram suas bancadas a votar contra a aprovação do texto-base. O PHS liberou a bancada. Os demais partidos da base governista votaram a favor do projeto de lei.

Aprovação de Temer cai a 10%; 92% veem País no rumo errado

A expectativa em relação à chamada lista de Fachin e o debate sobre as reformas trabalhista e da Previdência derrubaram a popularidade de líderes dos principais partidos brasileiros: o presidente Michel Temer (PMDB), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e os tucanos Aécio Neves e Geraldo Alckmin.

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A nova edição da pesquisa Barômetro Político, realizada pela consultoria Ipsos, mostra que 75% dos entrevistados classificaram como ruim ou péssimo o governo federal – e apenas 4% disseram ser um governo ótimo ou bom. É o pior índice desde que Michel Temer assumiu a Presidência, em maio de 2015. No último mês, de março, 62% achavam que o governo era ruim ou péssimo – e 6% achavam que era ótimo ou bom.

 A aprovação pessoal a Temer também caiu – 10% dos entrevistados responderam “aprovo” à pergunta “Você aprova ou desaprova” a atuação de Temer, contra 17% no mês anterior – por outro lado, 87% responderam que desaprovam Temer, enquanto em março eram 78%.

Aumentou, também, a proporção de pessoas que acreditam que o Brasil esteja no rumo errado: 92% dos entrevistados – em março eram 90%.

A enquete, feita durante a primeira quinzena de abril nas cinco regiões do país, pediu que 1.200 pessoas opinassem sobre 27 personalidades do mundo político e jurídico.

Este foi justamente o período de debate mais intenso sobre as propostas de reforma trabalhista e da Previdência pretendidas pelo governo Temer. Também nesta época, começaram a ocorrer vazamentos relacionados às “delações do fim do mundo”, de executivos da Odebrecht, que implicaram dezenas de políticos dos principais partidos.

Em 12 de abril, o ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin abriu inquéritos envolvendo oito ministros, 24 senadores, 39 deputados e três governadores. Lula, Aécio e Alckmin são citados na lista e negam irregularidades.

A pesquisa foi realizada antes de depoimentos prestados pelo ex-presidente da empreiteira OAS Léo Pinheiro ao juiz federal Sergio Moro, da Lava Jato, em que alega que Lula teria lhe pedido para que destruísse provas de propina paga ao PT.

Temer

Para Danilo Cersosimo, diretor da Ipsos Public Affairs e responsável pela pesquisa, a brusca queda de popularidade de Temer – a maior entre os políticos -, se deve principalmente à pauta das reformas, que causa insegurança na população.

“Há um temor enorme de perda de direitos e existe percepção grande de que reformas beneficiam os mais ricos e o governo”, avalia.

“O brasileiro já se sentia desamparado por conta da instabilidade econômica e da crise moral do Brasil. Agora, pelas reformas, se sente inseguro em relação ao futuro. Isso em um contexto em que Temer já tinha uma imagem desfavorável de político tradicional.”

Lula

A segunda maior queda de popularidade entre março e abril é do ex-presidente Lula, cuja aprovação vinha aumentando desde dezembro de 2016. O índice dos que aprovam Lula caiu de 38% a 34%, e 64% dos entrevistados dizem reprovar sua atuação – contra 59% em março.

Cersosimo lembra que Lula vinha em “campanha informal” para as eleições de 2018 por cidades do Nordeste, e sua popularidade tinha registrado aumento na última edição do Barômetro Político. Mesmo assim, não se diz surpreso com a queda.

“Se é verdade que Lula tem maior potencial eleitoral entre nomes conhecidos, ele também tem grande rejeição. O fato de as delações estarem cada vez mais presentes na mídia pode ter freado a tendência de melhoria de imagem dele”, afirma.

“Ele vem de agosto de 2015 até agora mantendo uma aprovação de 30% a 35%. Eu diria que esse é o capital político de Lula, seu índice de eleitores cativos. As flutuações se explicam pela presença dele na mídia, para o bem e para o mal.”

No início de abril, Fachin encaminhou à Justiça Federal do Paraná seis petições com base nas delações da Odebrecht que citavam Lula e pessoas próximas a ele. Os ex-executivos e executivos da empreiteira pintaram um quadro de relação próxima com o petista e possíveis trocas de benefícios particulares por favorecimento à companhia. O Instituto Lula nega que o presidente tenha cometido irregularidades.

O aguardado depoimento de Lula ao juiz Sérgio Moro, marcado para o dia 3 de maio, foi adiado e ainda não tem data definida.

Cersosimo acrescenta, no entanto, que novas delações, como a de executivos da construtora OAS, devem afetar ainda mais a imagem de Lula e de outros nomes tradicionais da política nas próximas semanas.

Chances

Os três presidenciáveis do PSDB – os senadores Aécio Neves (MG) e José Serra (SP), e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin – também registraram queda de popularidade entre março e abril, e conservam poucas chances de reverter a imagem negativa até 2018, segundo o pesquisador.

“Os indicadores dos tucanos estão dentro da margem de erro, mas mantêm a tendência de aumento da reprovação e de perda do pouco da aprovação que restou. São nomes que já vêm com algum desgaste há algum tempo e devem ficar ainda mais.”

Aécio, que é alvo de cinco pedidos de abertura de inquérito, foi de 74% a 76% de reprovação no último mês. Alckmin, também citado nas delações de executivos da Odebrecht, foi de 67% a 68% de reprovação.

O ex-ministro das Relações Exteriores José Serra, que teria recebido múltiplos pagamentos irregulares da empresa em diferentes campanhas eleitorais, é alvo de um inquérito aberto por Fachin. No novo levantamento do Ipsos, ele manteve a reprovação de 70% de março, mas sua aprovação caiu de 20% para 18%.

Desta vez, a pesquisa também destacou um aumento na popularidade de Marina Silva. Entre os entrevistados, 24% diz aprovar a maneira como ela atua no país (eram 23% em março) e 58% dizem reprovar sua atuação (eram 62% no mês anterior).

“A popularidade de Marina dela oscila muito e, geralmente, quando ela se posiciona, tende a melhorar os indicadores. Desta vez, sua reprovação diminuiu um ponto acima da margem de erro da pesquisa”, diz Cersosimo.

“A questão que fica para Marina, se quiser trabalhar para 2018, é o quanto as futuras delações podem afetá-la, caso se comprovem irregularidades na sua campanha, por exemplo. E também vai ser importante a forma como ela vai se posicionar em relação às reformas. Qualquer nome que queira se lançar presidenciável vai ter que ser questionado sobre isso.”

Entre outros presidenciáveis avaliados – bastante cotados como potenciais candidatos – estão o prefeito de SP, João Doria, e o deputado federal Jair Bolsonaro.

Em abril, a aprovação de Bolsonaro caiu de 14% (em março) para 9% – mas sua rejeição também caiu, de 52% para 48%. Outros 43% dizem que não conhecem o suficiente para avaliar.

No caso de Doria, sua rejeição caiu de 45% para 40%, mas a aprovação também caiu, de 16% para 14%, se igualando à de Geraldo Alckmin, por exemplo. E 45% dizem não conhecê-lo o suficiente.

De acordo com Cersosimo, os dados dos últimos levantamentos têm demonstrado que a insegurança com o futuro do país deve ser o aspecto mais importante das próximas eleições presidenciais.

“Penso que 2018 terá um cenário parecido a 1989, com uma agenda anticorrupção, antiestablishment e pulverizada entre diversos candidatos”, avalia.

“A pauta de qualidade de vida e perspectiva de futuro pode ganhar muita força em 2018, dependendo de quem se apropriar dela. Quem conseguir transmitir segurança e materializar o discurso de que temos que tomar um remédio amargo, mas há esperança no futuro, larga na frente.”