Após reeleição de Maduro, EUA impõem novas sanções econômicas à Venezuela

O presidente dos Estados Unidos Donald Trump assinou, nesta segunda-feira (21), uma ordem executiva banindo o envolvimento de cidadãos norte-americanos em negociações de títulos da dívida da Venezuela e de outros ativos.
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A medida foi confirmada a jornalistas por um membro sênior da administração da Casa Branca, segundo informou a agência de notícias Reuters.
 
“A ordem executiva de hoje fecha mais uma avenida de corrupção que observando que está sendo usada: ela impede que oficiais venezuelanos corruptos possam valorizar indevidamente e vender bens públicos em troca de propinas”, disse a autoridade da Casa Branca aos repórteres.
 
 
A medida vale para bens relacionados ao petróleo e a outras áreas do governo da Venezuela. A confirmação foi feita depois que o vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, anunciou em seu perfil no Twitter que o país não ficaria “de braços cruzados”. Na publicação, ele classificou as eleições venezuelanas como “uma farsa”.
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Eleições criticadas pela comunidade internacional
Neste domingo (20), Nicolás Maduro foi reeleito com 5,8 milhões de votos, em um processo eleitoral que não foi reconhecido pelos Estados Unidos e tem sido duramente criticado por diversos países, inclusive o Brasil.
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O presidente foi reeleito com 67,7% dos votos aos 92,6% das urnas apuradas. O chavista obteve mais de 5,8 milhões de votos. A participação foi uma das mais baixas da história venezuelana: 46% do eleitorado e um total de 8,6 milhões de votos.
Os outros candidatos, Henri Falcón, que obteve 21% dos votos, e Javier Bertucci, com 11%, denunciaram irregularidades, disseram que não reconheciam o resultado e pediram novas eleições.
 
Pressão norte-americana
Os Estados Unidos, que desde março 2015 veem a Venezuela como uma “ameaça à segurança nacional”, já aplicaram uma série de medidas contra dezenas de funcionários e ex-funcionários venezuelanos, inclusive Maduro e outras autoridades, acusando-os de corrupção e tráfico de drogas.
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Na sexta-feira (18), ampliando a pressão que começou em agosto passado, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos já havia sancionado o poderoso líder venezuelano Diosdado Cabello, vice-presidente do Partido Socialista Unido (PSUV) e um dos políticos mais influentes do país, assim como sua esposa Marleny Contreras e o empresário Rafael Alfredo Sarria, segundo informou a agência France Presse (AFP).
 
Com a sanção a Cabello, não há quase nenhum importante líder venezuelano fora da mira do governo Trump.
 
De acordo com o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac, na sigla em inglês) do Tesouro, no início de maio a lista de sanções a venezuelanos chegou a 62 pessoas e 15 entidades.
 
Washington, que compra um terço do petróleo venezuelano, proibiu entidades americanas de negociarem dívidas públicas do país ou de sua petroleira estatal PDVSA e de comercializar com petro, a criptomoeda lançada por Caracas.
 
A Venezuela, o país com as maiores reservas de petróleo do mundo, está atolada na pior crise econômica de sua história.
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Rogério Lins participa de lançamento da campanha de combate ao abuso e exploração sexual contra crianças e adolescentes

Texto: Marco Borba

Fotos: Ítalo Cardoso

O prefeito de Osasco, Rogério Lins, e a primeira-dama e presidente do Fundo Social de Solidariedade, Aline Lins, participaram quinta-feira, 17/5, do lançamento da campanha de combate ao abuso e exploração sexual contra crianças e adolescente,  organizada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA)  da cidade. O evento aconteceu na Sala Osasco, no Paço Municipal, e reuniu cerca de 200 pessoas, entre vereadores, secretários municipais e representantes da sociedade civil.

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Além do prefeito e da primeira-dama, compuseram a mesa o presidente do CMDCA, Marcos Miguel, o vereador Rogério Santos, e a psicóloga Silvia Rezende Azevedo. O CMDCA reúne representantes da sociedade civil e do governo.

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Rogério Lins parabenizou o CMDCA e integrantes do Legislativo pelo trabalho de combate ao abuso de crianças e adolescentes no município. “Esse trabalho conjunto ajuda a formar uma rede de proteção às crianças e à família. É importante destacar, no entanto, que trata-se de um crime silencioso, cometido muitas vezes por pessoas muito próximas dos jovens, gente da própria família, o que dificulta as ações de proteção. Acredito, porém, que com o empenho de todos, sociedade e governo, vamos conseguir combater essas práticas”, disse o prefeito.

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O chefe do Executivo também detalhou aos presentes algumas ações de governo de auxílio ao jovem. “Além de proteger, é preciso criar politicas públicas de inserção social destes jovens. Por isso, criamos programas como o Osasco Integra, que capacita essas pessoas e as direciona ao mercado de trabalho. E vamos abrir 50 vagas para jovens da Fundação Casa”, anunciou.

 

Segundo Marcos Miguel, o CMDCA deve divugar nos próximos dias seu plano de investimentos em políticas para o setor. Os recursos serão usados, entre outras iniciativas, na capacitação de conselheiros. “Em breve, também lançaremos edital público para a contratação de uma empresa para fazer o diagnósitco da situação da criança e do adolescente de nossa cidade para sabermos onde temos de investir. A empresa fará também nosso plano de investimento para 2019. Vamos trabalhar juntos, sociedade civil e governo, para garantirmos a proteção de nossas crianças”, disse.

Denúncias

Relatos de abusos podem ser encaminhados aos conselhos tutelares da cidade no Centro (3683-5770 e 3683-2333), zona Sul (3684-0212), zona Norte (3656-3440) ou para o Disque 100.

Gelso Lima aposta nas redes sociais para conquistar eleitores

Essa, segundo os especialistas, deve ser a mais dinâmica das eleições, já que as redes sociais vão proporcionar ao eleitor acompanhar (em tempo real) o que seu pertenço candidato tem a oferecer em termos de ideias e propostas.

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Em busca do eleitorado jovem (ou não), os pré-candidatos as eleições no pleito 2018 estão se utilizando de ferramentas como o Facebook, YouTube, WhatsApp e Instagram para se aproximar e conquistar eleitores. Gelso Lima, pré-candidato a deputado estadual pelo (Podemos) antenado com essas novas mídias falou como pretende conquistar os eleitores utilizando essas ferramentas de grande alcance nesta nova forma de fazer política.

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Lima também falou sobre os Fakes News e como pretende combater essa prática maldosa utilizada principalmente pelos adversários políticos em período de eleição. Na coletiva de imprensa que aconteceu nesta última terça-feira, 08, no auditório do hotel Best Western, em Osasco, Lima falou sobre suas novas mídias, sobre como pretende trabalhar nas redes sociais e conversar com os seus eleitores por meio de transmissões ao vivo. Gelso conta com o apoio incondicional do prefeito Rogério Lins que compareceu na coletiva e destacou a participação do articulador político na última eleição para prefeito de Osasco. “Eu tenho gratidão por tudo que o Gelso fez em minha campanha.

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O Gelso tem sabedoria e longos anos de serviços prestados à cidade, tendo passado por várias secretarias. Entendo que é um momento de uma nova etapa na sua carreira e torço para que tenha sucesso agora, na linha de frente como candidato, pois você merece. Chegou sua vez. Tem muita gente boa acreditando nesse projeto. Gelso sempre teve muito sucesso nos bastidores da política. É uma pessoa muito habilidosa, muito articulada, sabe dar os passos certos”, disse Lins.

Indagado sobre os Fakes News, Gelso disse que é uma preocupação mas que pretende tomar todos os cuidados para que sua imagem não seja difamada nas redes sociais por prováveis adversários locais.

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“Não posso fazer nenhum pré julgamento mas nem todos são confiáveis, algum pode usar desta ferramenta como utilizaram na última de 2016, como utilizaram nos Estados Unidos com o Donald Tramp, mas tenho minha consciência tranquila, tenho muitos amigos, as pessoas conhecem a minha história”, disse Lima que muitos apoiadores vão defende-lo nas na principais mídias se houver inverdades publicadas. Você pode conhecer melhor o perfil do pré-candidato por meio das suas mídias digitais: facebook/gelso.lima,  instagran/gelso.lima e gelsolima.com.br, Gelso respondeu a uma séria de questionamentos da imprensa e pôde falar um pouco sobre suas expectativas e sobre seus planos para Osasco.

ABAIXO A ENTREVISTA NA ÍNTEGRA!

Justiça nega visitas de Comissão de Deputados, Dilma Rousseff e outros políticos a Lula

A juíza Carolina Moura Lebbos, da 12ª Vara Federal de Curitiba, negou o pedido de políticos que queriam vistar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
 
Ele está preso na Superintendência da Polícia Federal (PF), na capital paranaense, desde 7 de abril. O despacho da juíza é da tarde desta segunda-feira (23).
 
Deputados, a ex-presidente da República Dilma Rousseff (PT) e outros políticos haviam peticionado, com o intuito de ver Lula. A “Comissão Externa” foi criada pela Câmara dos Deputados para “verificar in loco” as condições em que Lula se encontra na PF.
 
A senadora e presidente do PT Gleisi Hoffmann, ex-senador Eduardo Suplicy (PT), o ex-ministro Carlos Lupi e o deputado Paulo Pimenta (PT) estão entre os políticos que pretendiam visitar o ex-presidente.
 
O deputado Wadih Damous (PT) chegou a pedir para visitar Lula na condição de advogado.
 
Nesta manhã, o Ministério Público Federal (MPF) se posicionou contra, afirmando que o pedido deveria ser indeferido. A juíza acolheu a manifestação do MPF.
 
“Os parlamentares estão impedidos de advogar em causas que envolvam a Administração Púbica direta e indireta, bem comoconcessionárias ou permissionárias de serviço público”, diz um trecho do documento protocolado pelo MPF no sistema eletrônico da Justiça Federal.
Visita da comissão de senadores
No dia 17 de abril, 11 senadores da Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado entraram na Superintendência da Polícia Federal para verificar as condições da prisão do ex-presidente.
 
“Em data de 17/04/2018 já foi realizada diligência pela Comissão de Direitos Humanos e Participação Legislativa do Senado Federal. Não há justo motivo ou necessidade de renovação de medida semelhante”, justificou Carolina Moura Lebbos no despacho desta segunda-feira.
Senadores visitam o ex-presidente Lula na Polícia Federal em Curitiba (Foto: Giuliano Gomes/PR Press)

Senadores visitam o ex-presidente Lula na Polícia Federal em Curitiba (Foto: Giuliano Gomes/PR Press)

Prefeitura de SP apura superfaturamento em 73 eventos esportivos de 18 vereadores

Controladoria-Geral da Prefeitura está finalizando um relatório sobre uma investigação de contratos de eventos esportivos feitos com dinheiro público por meio de emendas parlamentares. A investigação abrange eventos realizados de agosto a dezembro de 2017 e envolve 33 entidades sem fins lucrativos e 18 vereadores.

Controladoria investiga irregularidades em eventos esportivos  (Foto: TV Globo/Reprodução)

A suspeita é de superfaturamento e itens contratados não entregues. As emendas envolveriam cerca de R$ 11,6 milhões.

Em alguns casos, os itens contratados não foram entregues. Em outros, o valor do orçamento foi superfaturado. Um total de R$ 500 mil já foi bloqueado por itens que estavam no plano de trabalho das entidades mas não foram cumpridos. A suspeita é de que o superfaturamento chegue a 70% do valor final de alguns eventos.

Ao longo dos últimos cinco meses, cerca de 15 auditores à paisana, disfarçados de atletas amadores, fiscalizaram a realização de 73 eventos esportivos feitos por 33 entidades conveniadas com a Prefeitura por indicação dos vereadores. Algumas entidades investigadas no escândalo chegaram a fazer eventos apadrinhados por até quatro vereadores.

O relatório final da investigação deve ficar pronto nos próximos dias. Como a Controladoria não tem poder de investigar vereadores, a apuração mira apenas nos processos internos e nas entidades sem fins lucrativos.

A Prefeitura diz que a investigação na Secretaria de Esportes foi iniciada nesta gestão e prossegue até ser concluída pelo novo controlador, Gustavo Ungaro, que encaminhará seu relatório ao Ministério Público.

O vereador Milton Ferreira informou que “os eventos são analisados, autorizados e auditados pela Secretaria Municipal de Esportes, a qual tem todas as ferramentas necessárias para garantir a boa execução”, disse. “O que não foi executado, a própria Secretaria tem autonomia para efetuar as glosas e corrigir qualquer falha no ato”. Segundo o vereador, esta é a regra geral para todas secretarias que façam convênios.

Fonte: G1

Cinco senadores já são réus no STF pela Lava Jato; veja quem são

Aécio Neves (PSDB-MG) tornou-se, nesta terça-feira (17), o sexto senador réu no Supremo Tribunal Federal (STF) em razão da Operação Lava-Jato. A 1ª Turma da Corte decidiu aceitar a denúncia contra o tucano por corrupção passiva e obstrução de Justiça.
 
Os senadores Agripino Maia (DEM-RN), Fernando Collor (PTC-AL), Gleisi Hoffmann (PT-PR), Romero Jucá (PMDB-RR) e Valdir Raupp (PMDB-RO) também são réus no STF. Veja o que pesa contra cada um:
Aécio Neves (PSDB-MG)
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A Procuradoria-Geral da República (PGR) acusou Aécio, em maio de 2017, de corrupção passiva e obstrução da Justiça com base nas delações de Joesley Batista e Ricardo Saud, da J&F. O senador foi gravado pedindo R$ 2 milhões a Joesley. Na conversa, o tucano aparece solicitando dinheiro ao empresário sob a justificativa de que precisava pagar despesas com sua defesa na Lava-Jato.
Gleisi Hoffmann (PT-PR) 
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Gleisi foi a primeira senadora com mandato atualmente a tornar-se ré no STF, acusada de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Desde março de 2015, ela e o marido, o ex-ministro Paulo Bernardo, são investigados por suposto recebimento de R$ 1 milhão de propina de contratos firmados entre empreiteiras e a Petrobras. As investigações apontam que o dinheiro teria sido usado para custear parte da campanha eleitoral da petista em 2010. A presidente nacional do PT também é alvo de outro inquérito na Lava-Jato e de uma segunda denúncia, também relacionada à operação.

Fernando Collor (PTC-AL)

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A 2ª Turma do STF aceitou, em agosto do ano passado, denúncia contra Collor pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A PGR acusa o parlamentar de receber R$ 29 milhões em propina pela suposta influência política na BR Distribuidora, empresa subsidiária da Petrobras. Além dessa ação, o senador é alvo de outros cinco inquéritos na Lava-Jato.

Romero Jucá (PMDB-RR)
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A denúncia aponta que Jucá, réu por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, pediu doação de R$ 150 mil à empreteira Odebrecht para a campanha eleitoral do filho Rodrigo, então candidato a vice-governador de Roraima, em 2014. Em troca, a empresa esperava que Jucá a beneficiasse durante a tramitação de duas medidas provisórias no Congresso. O senador também é alvo de outros 12 inquéritos no STF, entre eles, seis no âmbito da Lava-Jato.

Agripino Maia (DEM-RN)

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A 1ª Turma do STF aceitou, em dezembro do ano passado, denúncia contra Agripino Maia pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A Procuradoria-Geral da República (PGR) afirma que o senador influenciou a mudança de parecer do Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte, que não havia aceitado, num primeiro momento, a documentação enviada pela OAS sobre a construção da Arena das Dunas, para a Copa do Mundo de 2014. O impasse travou inicialmente o repasse de recursos do BNDES à empreiteira. Pela atuação no caso, o senador Agripino teria recebido vantagens indevidas por meio de dinheiro em espécie e doação eleitoral da construtora.
Valdir Raupp (PMDB-RO)

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Segundo a PGR, Raupp praticou crimes de corrupção e lavagem de dinheiro ao receber R$ 500 mil em doações eleitorais da empreiteira Queiroz Galvão, investigada na Lava-Jato. Para os investigadores, o valor tem origem em desvios de contratos da Petrobras.

Angustiado, veja como Lula passou as mais de 10 horas do julgamento de seu habeas corpus no STF

O dia 4 de abril ganhou ares de excepcionalidade depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que nesta data seria julgada a liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nos próximos meses. Provocados pela defesa do petista, caberia aos 11 ministros decidir se ele deveria começar a cumprir em breve a pena de 12 anos e 1 mês estabelecida em segunda instância no processo do tríplex do Guarujá (SP) ou se poderia esgotar recursos judiciários longe da cadeia.
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Em jogo, não estava apenas a definição sobre se Lula passaria a dormir e acordar em uma cela de algum presídio do país. Primeiro colocado nas pesquisas de intenção de voto para eleição presidencial de 2018, Lula pretendia ser o principal cabo eleitoral de si mesmo ou do candidato do PT ao pleito, correndo o Brasil para propagandear sua agenda e tentar retomar controle do Palácio do Planalto em 2018.
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A importância da decisão para o futuro político movimentou milhares de pessoas às ruas de diversas cidades para se manifestar contra ou a favor do petista. Enquanto isso, Lula optou por voltar para o ponto de onde se projetou nacionalmente. No Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, ao lado de velhos e novos amigos, ele viveu cada uma das mais de 10 horas do julgamento do Brasília.
 
A BBC Brasil conta como ele passou por elas:
 
11h25 – Cercado por seguranças, Lula chega ao Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo – de onde decidiu, na última terça, acompanhar a sessão do Supremo Tribunal Federal. Sobe discretamente para o segundo andar, sem cumprimentar a militância de cerca de 400 pessoas, que aguardava desde as 10h da manhã no salão principal da entidade, bandeiras vermelhas em punho. O salão foi especialmente decorado com fotos históricas de Lula para a ocasião. As janelas dos corredores do segundo andar do sindicato, onde Lula vai assistir ao julgamento, foram forradas com tecidos, para esconder os movimentos do petista. Durante a manhã, Lula recebeu antigos líderes sindicais, como Djalma Bom e Expedito Soares, que entregam uma carta de apoio ao ex-presidente. Ele relembrou as greves que participou durante a ditadura militar.
12h20 – Enquanto Lula conversa a portas fechadas com Luiz Marinho, pré-candidato do PT ao governo paulista, uma banda embala a militância: “Eeeee, ooo, vida de gado, povo marcado, povo feliz.” A ex-presidente Dilma Rousseff chega ao sindicato acompanhada do ex-ministro Miguel Rossetto e se junta ao padrinho.
 
Lideranças do partido insistem no discurso de que o PT não trabalharia com a hipótese de prisão de Lula. “Temos a confiança de que o Supremo vai ser o guardião da Constituição”, diz Marinho, que saiu da sala para cumprimentar militantes no salão. “Eles cometeram um erro em 2016 (quando autorizaram a prisão após segunda instância). Agora é a chance de corrigir”, diz, enquanto se prepara para tirar uma foto com duas crianças.
 
“Temos plena convicção de que o habeas corpus será acatado. Se não for, seguimos com a caravana”, diz o ex-ministro Carlos Gabas.
13h – Um almoço – arroz, feijão e bife – é servido ao ex-presidente Lula e sua comitiva – Dilma, Marinho, os governadores Tião Viana e Wellington Dias, além de Gabas e Miguel Rossetto. Parte dos militantes almoça no restaurante do sindicato, no último andar, enquanto outra parte – composta, sobretudo, por pequenos agricultores – entoa um batuque sentada no salão.
 
13h40 – Pouco antes da sessão começar, aliados do ex-presidente dizem que ele está tão tranquilo que encontra tempo para comentar o gol de Cristiano Ronaldo no jogo da Liga dos Campeões, na noite de terça. Sem revelar tensão com o julgamento, Lula teria demonstrado preocupação apenas com o comentário do comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, que na noite de terça-feira postou mensagens em que dizia ser contrário “à impunidade”, em ato que foi interpretado por políticos e analistas como um constrangimento ao STF.
 
14h07- O STF atrasa sete minutos o início da sessão. A presidente Carmén Lúcia inicia o julgamento com um comentário de menos de dois minutos e às 14h10, o relator Edson Facchin já falava.
 
Enquanto isso, o grupo de aliados e o próprio Lula ainda almoçavam. O ex-prefeito Fernando Haddad e o governador de Minas Gerais Fernando Pimentel tinham se juntado ao grupo um pouco antes. A mulher do presidenciável do PSOL Guilherme Boulos, Natália, também veio acompanhar o julgamento com Lula. Boulos, em viagem, não pode comparecer. Da família, está presente o irmão Genival Inácio da Silva, o Vavá.
 
14h30 – A banda que toca músicas nordestinas para de cantar para a transmissão do julgamento.
 
“Vim para assistir. Dói de ver, mas é melhor, né? A gente espera que tenha um bom resultado favorável”, diz Antonio Lucivaldo Avelino de Lima, 50, metalúrgico da região do ABC.
“Vai ser uma injustiça”, diz, pessimista. Militantes soltam o coro: “Lula guerreiro, do povo brasileiro”. “Assim não dá pra ouvir nada”, reclama um ex-metalúrgico que tentava acompanhar o que diziam os ministros.
 
“A Rosa Weber vai votar a nosso favor”, avaliava outro ex-operário, Francisco de Assis do Santos, 69, filiado ao PT desde a fundação. “Se o habeas corpus for negado a gente vai ficar meio desbaratado. Mas não vamos baixar a cabeça”.
 
15h13 – A lenta leitura dos votos pelos ministros deixa a plateia mais entendiada do que apreensiva. Alguns bocejam. A única reação na primeira hora do julgamento é um muxoxo desaprovador que percorre o salão onde estão os militantes quando Gilmar Mendes critica o PT e o ex-ministro José Dirceu, dizendo que o partido gestou a “violência que está aí.” Na última semana, ônibus da caravana do ex-presidente foi atingido por tiros, no Paraná. “Golpista”, grita um militante mais exaltado na plateia, apenas para que o grupo volte a mergulhar num torpor na sequência.
 
Nem mesmo Lula se mantém vidrado na tela. “Ele está acompanhando alguns trechos mais importantes. Afinal, quem tem paciência?”, comenta um aliado.
 
15h57 – Em questão de minutos Gilmar Mendes vai de ‘golpista’ a ovacionado, quando antecipa voto em favor do habeas corpus a Lula. Os militantes pulam e a bateria começa a tocar. “Lula, presente, eterno presidente” gritam os manifestantes, agitando bandeiras de diversos grupos sociais – do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), do Levante Popular da Juventude e do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST).
 
Quando o julgamento entra em intervalo, o grupo abre uma roda no meio do salão para declamar poesias. “Quando os opressores tiverem falado, hão de falar os oprimidos”, diz um, antes de o grupo começar uma encenação de um cabo de guerra do “povo” contra o “poder do capital”.
 
Na sala onde os líderes petistas assistiam a votação, a posição de Gilmar Mendes contribuiu para avaliação de que o julgamento estava indo bem.
 
“Lula continuou sereno. Ele disse: não vamos comemorar antes do final. Vamos esperar o final”, disse Luiz Marinho, ao circular pelo salão minutos depois.
Lula desistiu de assistir ao julgamento após voto de Barroso.
 
16h37 – O julgamento recomeça, com o voto do ministro Alexandre de Moraes.
 
No primeiro andar, filiados do PCO (Partido da Causa Operária) distribuem folhetos em que se lê: “Sair às ruas contra a prisão de Lula”.
 
O já esperado voto de Alexandre de Moraes contra o habeas corpus termina sem nenhuma reação dos militantes.
 
17h30 – Quando o ministro Luis Roberto Barroso sinaliza que votará contra Lula, a maior parte da plateia de militantes está conversando e prestando pouca atenção ao que se passa no Supremo.
 
Duas amigas discutiam um término de namoro. “É uma pena, porque você é uma pessoa legal, ele é uma pessoa legal. Pena que não deu certo.”
 
Depois do voto de Barroso, Lula desiste de assistir ao julgamento. Vai para uma sala onde não há TV e conversa tranquilamente com Dilma, Haddad e outros amigos.
 
“Ele não parece estar muito interessado nos votos individuais. Quer saber do resultado final”, diz um interlocutor do presidente.
Os dois votos – de Barroso e Alexandre de Moraes –, no entanto, não são surpresa para os petistas . “Já esperávamos. Esses aí não estavam na conta”, diz uma liderança do partido.
 
A esperança entre eles está no voto de Rosa Weber, cuja postura ainda era uma incógnita nesse momento.
 
18h40 – Quando começa o voto de Rosa Weber – decisivo – Lula segue sem mirar a TV. É o quinto voto – de onze – e o ex-presidente está preparado para ficar até tarde no sindicato esperando o final da votação.
 
No salão, o voto da ministra não está sendo exibido. A militância é reunida no salão e Wagner Santana, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, orienta para que ninguém vá embora e garante que já estão providenciando o jantar para os apoiadores.
 
“Ao final, vamos precisar de todos vocês aqui. Quer o resultado seja bom ou ruim pra gente”, diz ele, antes de ligarem novamente o telão. Ao longo do julgamento, parte dos militantes foi embora.
 
19h10 – Durante fala da ministra Rosa Weber, no entanto, parte dos militantes já vai embora.
 
19h27 – O voto de Rosa Weber é contrário ao habeas corpus de Lula. A militância ouve em silêncio. Há um clima de confusão. As vaias só vem, esparsas, quando ela diz claramente que acompanha o voto do relator, Fachin. O clima no salão é de desânimo, não de revolta. Mais militantes vão embora.
 
Lula continua conversando com amigos em uma salinha sem TV. É avisado por vários petistas – que assistiam na sala ao lado – que o voto de Rosa Weber foi contrário a ele.
 
Diante do cenário, as chances do ex-presidente agora são mínimas: entre os ministros que ainda devem votar, pelo menos dois – Luiz Fux e Carmén Lúcia – ja deram indícios de que sua posição é a favor da prisão em segunda instância.
 
20h20 – Durante a fala do ministro Luiz Fux, contrária ao habeas corpus, uma pizza e uma Coca-Cola são levadas pra o local onde Lula está. O salão onde se concentrava a militância vai se esvaziando – resta menos da metade das pessoas. Um pequeno grupo batucava e gritava alto para atrapalhar os repórteres de TV que tentavam entrar ao vivo.
 
21h – Amigos próximos de Lula começam a ir embora – entre eles o ex-presidente do PT Rui Falcão e o dirigente do Instituto Lula Paulo Okamotto. Lula continua no sindicato, mas seus assessores anunciaram que ele não iria se pronunciar – nem dar um “oi” à já escassa militância, nem falar com jornalistas.
 
22h36 – Diante da derrota de sua posição favorável ao habeas corpus do petista, o ministro Marco Aurélio, nono a votar no plenário do STF, acusa a presidente da Corte, Carmén Lúcia, de ter manobrado a pauta na semana passada, o que acabou resultando na negativa ao pedido de Lula.
 
Enquanto isso, em São Bernardo do Campo, ninguém entra ou sai da sala onde está Lula. No salão do sindicato, cerca de 50 militantes aguardam em silêncio o fim do julgamento.
 
23h30 – Faltando apenas dois votos para o fim do julgamento, fogos comemorando a aparente derrota do HC de Lula são soltos em um prédio de apartamentos próximo ao sindicato. Uma motociclista com capacete passa na rua do sindicato gritando “Lula na cadeia”.
 
Lula se dirige à garagem e deixa o sindicato de carro, sem falar com ninguém. Um aliado resumiu: “ele estava tranquilo. É obvio que no foro íntimo é possível que ele tenha ficado abalado, mas não demonstrou”.